Após gestação de alto risco, obreira da IIGD é abençoada com a chegada da segunda filha
15/04/2026
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R.: Naturalmente que não. A fala do Senhor Jesus utiliza linguagem figurada para enfatizar de modo extremamente claro a importância de se buscar a santidade nas atitudes e intenções (1 Pe 1.14-16; Hb 12.14). Naquele tempo, assim como hoje, era corriqueira a noção de que pensamentos ou desejos secretos não constituem pecado, desde que não se concretizem na realidade. Ledo engano, como o ensino do Senhor demonstra do versículo 27 ao 30 da passagem citada na sua pergunta. Olhos e mãos, nesse contexto, apontam para circunstâncias e ações que levam à concupiscência. Assim, o verdadeiro discípulo do Salvador está atento àquilo que, embora pareça inocente, induza-o a desobedecer à vontade de Deus. Portanto, essas circunstâncias e atitudes precisam ser arrancadas, extirpadas do dia a dia de quem leva o Mestre a sério, e isso demanda sacrifício equivalente à perda de um membro do corpo. Dois exemplos simples que posso dar aqui são o café e a TV. Para a maioria das pessoas, não há nada de errado em se tomar uma xícara de café, mas, para quem está lutando contra o vício do cigarro (e todo vício é pecado), o café nada tem de inocente, pois provoca um desejo intenso de fumar. Do mesmo modo, assistir a um bom programa de TV, como um noticiário ou um musical, nada tem de reprovável, mas, se a pessoa se revolta e fica irada com as notícias (o que não é difícil), ou se as músicas a levam a ter saudades da vida mundana que levava antes da conversão, tal atitude precisa ser “amputada” da vida dela.

R.: Diversas passagens bíblicas demonstram a realidade da Trindade sem deixar dúvidas, de sorte que não cremos nessa doutrina por ela ser lógica ou por compreendê-la de modo racional, mas, simplesmente, porque é ensinada nas Escrituras Sagradas (Lc 3.21,22; 2 Co 13.13). No estado eterno, isto é, após o Arrebatamento da Igreja, estaremos totalmente transformados, despidos de toda corruptibilidade e completamente aptos para discernir o mundo espiritual em sua plenitude (1 Co 15.50-53; 1 Ts 4.13-18; 1 Jo 3.2). Ao longo da eternidade, desfrutaremos do privilégio de conhecer o Senhor um pouco a cada dia, contínua e infinitamente, pois fomos criados para esse propósito (Jo 17.3; 1 Co 13.12). Isso vai muito além do que apenas enxergar a Trindade e como Deus, na realidade, é.


Foto: Arquivo Graça / Marcos AC

R.: Dependerá da condição dessa criança. Um bebê, por exemplo, obviamente não tem consciência de pecado e, portanto, não pode se arrepender de nenhuma transgressão. O Senhor Jesus veio ao mundo para nos salvar da condenação que o pecado produz (Mt 1.21). Ora, quando a pessoa não tem condição de discernir o pecado em confronto com a vontade de Deus expressa nas Escrituras, o justo Juiz a condenará? Agora, em que momento exatamente a criança obtém tal consciência? Ninguém sabe, até porque cada pessoa é diferente uma da outra. Justamente por isso, a Bíblia Sagrada é enfática na linguagem forte que emprega para exortar os pais a não perderem tempo na educação de seus filhos quanto aos desígnios do Senhor expressos em Sua Palavra: Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas(Dt 6.6-9 – ARA). Note a ordem para inculcar a Palavra aos filhos e a ênfase no cuidado para que esta esteja presente em todos os ambientes e em todas as ações do povo de Deus. Assim, seja quando e como for que a consciência de pecado emerja, a criança terá plena condição de se arrepender e confiar no amor de Deus revelado no Evangelho, obtendo, assim, a salvação.

R.: Sim, o mais completo e precioso (1 Co 12.31; 13.13)! Mas a Palavra vai além, ensinando que o amor é, ao mesmo tempo, o primeiro gomo do fruto do Espírito Santo na vida do filho de Deus (Gl 5.22ss). Ademais, o amor é, também, mandamento dado diretamente pelo próprio Senhor Jesus: Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (Jo 13.34,35). Note, portanto, que o amor é absolutamente central e basilar na vida de quem segue Cristo, mas não algo automático ou que dependa exclusivamente de uma ação sobrenatural de Deus, uma vez que é um mandamento. Ninguém pode alegar não conseguir amar o próximo porque não possui esse dom ou, pior, pôr a culpa no Espírito Santo que não lhe desenvolveu esse fruto. Cabe a cada pessoa lavada e remida no sangue do Cordeiro desenvolver sua salvação com todo zelo e temor (Fp 2.12). Em resumo, o salvo queramar de todo o coração e, para isso, busca ardentemente o dom e o fruto do Espírito, confiante nas solenes e benditas promessas do Mestre (Lc 11.9-13).

R.: Como vários outros conceitos teológicos acerca dos quais me indagam nesta coluna, esse é mais um ligado à corrente conhecida como calvinismo. Essa vertente, assim como qualquer outra, não passa de esforço humano para desvendar os mistérios divinos, muitas vezes indo além do que revelam as Escrituras. O resultado é sempre ruim. Nesse caso, a intenção dos chamados eruditos era determinar os critérios que o soberano Senhor utilizou para eleger os salvos. Ao que parece, o que a Bíblia revela não lhes é suficiente, de sorte que tentam mexer em terreno que não compete ao homem, pois tudo o que não foi revelado de maneira explícita pertence exclusivamente a Deus (Dt 29.29). Entretanto, nesse contexto específico, as Escrituras revelam como o Senhor elegeu os salvos e, principalmente, para qual finalidade eles foram eleitos: Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou(Rm 8.29,30). Em 1 Pedro 1.2, a Palavra reafirma: Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo. Portanto, a presciência divina, resultado direto de Sua onisciência, condicionou a eleição dos salvos, os quais foram predestinados para serem imagem do Filho e, assim, continuarem a obra que Jesus realizou no mundo nos mesmos moldes dEle (Jo 14.12; 2 Co 3.18).


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