
Vacina personalizada
26/10/2026
Jovens brasileiros compartilham suas experiências depregação da Palavra e de serviço cristão
26/10/2026
Deus permitiu que Salomão tivesse mil esposas e concubinas. No entanto, segundo a Palavra, isso não é errado? Por que Ele deixou que o rei procedesse daquela maneira? Não seria fornicação?
E. O. T., sem identificação da cidade
R.: Sim, é errado, e, em nenhum lugar da Bíblia Sagrada, o Senhor instrui Seu povo a agir assim, muito pelo contrário. As Escrituras deixam claro que a vontade de Deus é que cada homem tenha apenas uma esposa, e cada mulher apenas um marido (Gn 2.18-24; 1 Co 7.2; 1 Tm 3.2; 1 Pe 3.1-7). Note que, em todas essas passagens, a Palavra de Deus fala de esposa e marido, sempre no singular. A narrativa da criação da mulher é ainda mais enfática nesse aspecto, pois, diante da solidão do homem, o próprio Criador lhe providenciou uma única mulher e pronunciou a palavra que Jesus repetiu milhares de anos depois: Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher. E serão os dois uma só carne e, assim, já não serão dois, mas uma só carne (Mc 10.6-8). Repito: note o singular em todas as menções a esposo e esposa. O caso dos reis é uma demonstração da maldade do coração humano, também lembrada pelo Senhor no contexto da resposta que Ele deu acerca do divórcio (v. 5). Do ponto de vista jurídico, ou legalista, não podemos dizer que, no contexto dos reis, isso constituía fornicação, pois fazia parte da riqueza e grandiosidade dos monarcas daquela época possuir harém e, quanto maior este fosse, maior seria a glória conferida ao líder. Deus advertiu Seu povo sobre isso quando tentou dissuadi-lo de ter um rei segundo o costume dos outros povos (1 Sm 8.10-22). Essa passagem mostra que a permissão divina quanto à monarquia era para que Israel aprendesse, mais uma vez, a lei da semeadura (Gl 6.7,8). A história de Salomão é emblemática, pois foi o rei mais poderoso e glorioso de sua época, daí o número de mulheres em seu harém (1 Rs 4.1-34). E foram justamente elas a causa de sua ruína: E suas mulheres lhe perverteram o coração (1 Rs 11.3b – ARA). Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o Senhor, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai (v. 4). Pelo que o Senhor se indignou contra Salomão, pois desviara o seu coração do Senhor, Deus de Israel, que duas vezes lhe aparecera (v. 9).
Qual é o significado bíblico de Sião?
P. F. H., via internet
R.: Na Palavra de Deus, Sião é o termo usado para referir-se especialmente a Jerusalém, capital eterna de Israel, em uma figura de linguagem que os linguistas chamam metonímia (Sl 2.6; 50.2; Is 2.3). De modo específico, Sião é o nome da região montanhosa em que Jerusalém se encontra. Por isso, lemos, com frequência, na Bíblia Sagrada, a expressão monte Sião, focalizando não um monte em si, mas Israel, Jerusalém, o lugar onde Deus podia ser encontrado, por ser o templo Sua moradia (Sl 48.11; Jl 2.32; Hb 12.22).

Missionário, o que vêm a ser os sete espíritos de Deus?
W. U. Q., sem identificação da cidade
R.: Todas as referências bíblicas aos sete espíritos de Deus estão no livro do Apocalipse. Em 1.4, eles são mencionados como coautores da Bíblia. Em 3.1, são apresentados como integrados a Jesus. Em 4.5, fazem parte da glória única do trono divino, na forma de tochas de fogo (você consegue imaginar algo mais dinâmico que o fogo?). Em 5.6, novamente, os sete espíritos de Deus estão associados a Cristo, o Cordeiro que é, ao mesmo tempo, o Leão da Tribo de Judá. Esses espíritos, representados pelos sete chifres e sete olhos do Cordeiro haviam sido enviados ao mundo inteiro. Analisando essas referências, fica fácil entender que a expressão sete espíritos se refere à Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo, que, após a morte, ressurreição e ascensão do Salvador, foi enviado ao mundo para capacitar os adoradores do Cordeiro de Deus, como prometido e cumprido por Aquele que não pode mentir (Jl 2.28-32; At 1.8; 2.1-47). Como se sabe, o número sete, na Bíblia, representa completude, plenitude, totalidade, características óbvias do Deus da Bíblia. Portanto, isso demonstra como o Espírito Santo, nosso Consolador, Aquele que intercede por nós com gemidos inexprimíveis, é completo, de sorte que não nos falte coisa alguma (Jo 14.16,26,27; Rm 8.26,27).
Em Mateus 5.37, Jesus diz o seguinte: Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna. Poderia explicar esse versículo, Missionário?
L. D. V., via internet
R.: Esse ensino do Mestre, que começa no versículo 33, ressalta o caráter do verdadeiro cristão, aquele que é genuinamente seguidor de Jesus. Ora, se Ele é a Verdade (Jo 14.6), por que Seus seguidores e os continuadores de Sua obra no mundo teriam de jurar, para fazer críveis suas afirmações? Toda espécie de mentira e falsidade provém do diabo (Jo 8.44b). De modo contrastante a Palavra de Deus afirma: Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação (Tg 1.17). Sendo assim, os que pertencem ao Senhor e O representam só falam a verdade; não pode haver engano em sua boca. Tudo o que dizem é verdadeiro, justo e claro, sem ambiguidade, até porque reflete o que há no coração deles, como ressaltou o Mestre (Lc 6.45). Então, o coração de quem serve a Cristo deve estar repleto de verdade e justiça, além de outras coisas igualmente preciosas (Fp 4.8).
Missionário, poderia explicar qual é a diferença entre Sheol, Hades, Inferno, lago de fogo, Paraíso e o seio de Abraão?
Y. A. S., sem identificação da cidade
R.: Esses termos parecem complicados, mas se referem a realidades simples de se entender. Sheol, no hebraico, e Hades, no grego, significam a mesma coisa, a saber, o lugar para onde vai a alma após a morte. Em Lucas 16.19-31, temos um excelente exemplo do uso desses termos. Quando o rico e o mendigo Lázaro morrem, o espírito de cada um deles vai para o mundo dos mortos. Jesus, ao narrar essa história (que muitos estudiosos reputam como real), usou o termo Sheol, pois falava em hebraico ou aramaico, mas Lucas, ao registrar o ensino do Mestre, escreveu em grego, usando a palavra Hades, como os milhares de manuscritos antigos do Novo Testamento (NT) trazem. João Ferreira de Almeida, ao traduzir o NT para o português, no século 17, usou a palavra inferno, no versículo 23, da versão bíblica Revista e Atualizada. Embora Lázaro e o rico estivessem no mesmo lugar, o mundo dos mortos, não estavam na mesma situação, muito pelo contrário. O rico estava em tormentos, mas Lázaro, consolado em um setor denominado seio de Abraão. Ao ler a passagem inteira, conclui-se que, após a morte, os salvos irão para o seio de Abraão, enquanto os perdidos aguardarão o Juízo Final em um lugar de tormentos, chamado inferno, mas que não é definitivo. É interessante notar que a Bíblia ensina que a morte e o inferno serão lançados para dentro do lago de fogo, este, sim, definitivo (Ap 20.10,14). Em termos práticos, nada muda para os perdidos, pois, uma vez no inferno, não há como alterar o destino ao lago de fogo e enxofre, assim como também não há possibilidade de modificar a situação de quem morreu salvo pela fé em Cristo. Em outras palavras, o destino eterno é definido apenas e tão somente em vida, nada podendo ser feito após a morte. E a salvação depende de dar ouvidos ao Evangelho, representado, na parábola, por Moisés (Lc 16.26-31). Um último esclarecimento: o seio de Abraão mudou de lugar com a morte e ressurreição de Cristo, tendo sido transportado para o Terceiro Céu pelo Salvador (Lc 23.43; 2 Co 12.2-4; Ef 4.8-10).


