Retorno da alegria

26/10/2026

Retorno da alegria

26/10/2026

Após perder totalmente a audição, aposentada volta a ouvir e testemunha o milagre

A aposentada Maria de Nazaré Rodrigues Leitão, na Igreja da Graça, durante um culto de Santa Ceia
Fotos: Arquivo pessoal

Por Marcelo Santos

A aposentada Maria de Nazaré Rodrigues Leitão, 72 anos, enfrentou a covid-19 no primeiro semestre de 2020, um dos períodos mais críticos da pandemia em Imperatriz (MA). Na época, o sistema de saúde estava sobrecarregado, e as sequelas da doença ainda eram pouco conhecidas pelos profissionais da área. No caso dela, a infecção ocasionou a perda completa da audição. Um exame revelou a ausência de resposta das células responsáveis pela percepção dos sons em ambos os ouvidos, indicando comprometimento do funcionamento do ouvido interno. “Usei aparelho por um tempo, mas não ouvia quase nada”, lembra-se, acrescentando que, ainda assim, recebera orientação médica de utilizá-lo ao longo da vida.

Atualmente, estudos científicos reconhecem que a covid-19 pode provocar danos neurológicos e sensoriais, incluindo ocorrências raras, como surdez neurossensorial súbita, zumbido e vertigem. Segundo os cientistas, em parte dos pacientes, sobretudo em pessoas idosas, essas sequelas podem se tornar permanentes. Para Maria de Nazaré, as complicações foram ainda mais severas: além da perda auditiva, ela desenvolveu uma tosse intensa e persistente que não respondia aos tratamentos. “Os especialistas diziam que, se eu não melhorasse, seria necessário me entubar. Mas, em oração, eu rejeitava aquele prognóstico, confiando que Deus agiria”, recorda-se. A aposentada passou também a sofrer de tremores constantes pelo corpo, os quais comprometiam tarefas simples do dia a dia. “Não conseguia segurar nada com a mão. Foi terrível! Os próprios médicos duvidavam da minha recuperação”, relata Maria, que, além dos desafios físicos, vivenciou o luto pela morte de uma sobrinha de 41 anos, em decorrência do coronavírus, uma perda que tornou aquele momento ainda mais doloroso.

Maria de Nazaré, quando teve covid-19: momento doloroso
Fotos: Arquivo pessoal

Durante seis meses, ela conviveu com as sequelas deixadas pela enfermidade, mas não se abalou e encontrou, por meio do clamor ao Altíssimo e da música, disposição para seguir em frente. “Eu cantava o louvor do Missionário R. R. Soares sobre vitória, e minha fé era sustentada. Assim, eu conseguia ter bom ânimo”, revela, referindo-se às canções A volta da vitória e Caminho de Emaús, as quais se tornaram fonte de consolo e renovação espiritual durante o período mais difícil da recuperação. Além dos louvores, ela ressalta que a fé esteve presente em toda a sua caminhada. “Eu usava o óleo ungido, recorria ao Senhor, e a Igreja também orava por mim. Não caminhei sozinha”, assinala.

Intervenção do Senhor – A neta de Maria de Nazaré, Thalyta de Oliveira Lopes, 26 anos, acompanhou, a distância, a difícil fase vivida pela avó. Apesar de estarem em cidades diferentes, mantinham contato diário. “Ela passou por um período muito complicado. Nós conversávamos todos os dias por telefone. Mesmo vivenciando tantas lutas, minha avó sempre demonstrou muita força”, relata a jovem, que é gerente de uma clínica de estética e membro da Family Church, em Goiânia, capital do estado de Goiás.

A filha de Maria, a vendedora Elizângela de Oliveira Lopes, 49, também se recorda dos problemas enfrentados pela mãe, que ficou vários dias internada. “Ela sentia um zumbido muito forte no ouvido, impedindo-a até de dormir”, conta Elizângela, salientando, porém, que nada disso era capaz de abalar a confiança da aposentada em Deus. “A fé sempre esteve presente na vida de minha mãe e foi fundamental durante o enfrentamento da doença. Ela assistia com frequên­cia ao programa Show da Fé, com o Missionário R. R. Soares. Mesmo doente, permaneceu firme em oração”, atesta a vendedora, que também congrega na Family Church.

Thalyta de Oliveira Lopes (neta), Maria de Nazaré Rodrigues Leitão e Elizângela de Oliveira Lopes (filha): convivência familiar presencial e nova fase, sem solidão
Fotos: Arquivo pessoal

Após meses convivendo com as sequelas da covid-19, Maria de Nazaré testemunha que experimentou uma mudança inesperada em seu estado de saúde durante um culto de domingo na sede regional da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Imperatriz (MA). “Fui arrumar o cabelo, que estava bagunçado, quando um dos aparelhos do meu ouvido caiu. Na mesma hora, ouvi o pastor falando. Então, tirei a outra prótese e comecei a escutar tudo direitinho: a pregação, as irmãs da Igreja cantando. Desde aquele dia, não precisei mais usar aparelho auditivo, porque estava escutando perfeitamente”, emociona-se. Ela também relata que, após esse episódio milagroso, percebeu a redução dos demais sintomas deixados pela doença. “Minhas mãos pararam de tremer, e o zumbido no ouvido desapareceu. Deus me curou completamente!”

Depois de sua recuperação, Maria de Nazaré foi morar em Goiânia (GO), onde passou a viver perto da filha e da neta, retomando, assim, a convivência familiar presencial e iniciando uma nova fase, sem solidão. Atualmente, a aposentada congrega na IIGD no bairro Parque Trindade II, na capital goiana, sob a liderança do Pr. Jânio Prates, que a incentivou a compartilhar seu testemunho no quadro Novela da Vida Real do programa Show da Fé. Ao relembrar a sua trajetória, Maria resume a história de seu milagre com extrema gratidão: “Foi muito grande o que Deus fez na minha vida”.


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