
Jovens brasileiros compartilham suas experiências depregação da Palavra e de serviço cristão
26/10/2026
Florescer espiritual
26/10/2026
ENCOMENDADOS À GRAÇA DE DEUS
Já fazia algum tempo que Saulo de Tarso iniciara seu ministério junto ao povo de Deus, mas ainda era visto com desconfiança. Antes, enquanto militava no judaísmo, empenhara-se contra a fé de Cristo, considerada por ele uma farsa, conforme os ensinamentos recebidos. Como sabemos, ao se aproximar de Damasco, capital da Síria, levando cartas das autoridades religiosas de Jerusalém determinando a prisão dos que professavam a fé no Salvador, Saulo viu uma luz intensa que mudou a sua vida para sempre: E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões (At 9.3-5).
De perseguidor virou perseguido. Seus acompanhantes o levaram até Damasco e o puseram em uma casa, onde ficou em jejum completo durante três dias. Aquela luz o cegara, mas o Senhor enviou Ananias, um dos Seus servos daquela capital, para clamar por ele. Enquanto Ananias orava, caíram dos olhos de Saulo algo parecido como escamas de peixe, e ele voltou a ver. A maravilhosa graça do Senhor fez dele um ministro do Evangelho em poucos meses (At 9.6-22).

Como sabemos, ao se aproximar de Damasco, capital da Síria, levando cartas das autoridades religiosas de Jerusalém determinando a prisão dos que professavam a fé no Salvador, Saulo viu uma luz intensa que mudou a sua vida para sempre
No início, os seguidores de Jesus não acreditavam nas palavras de Saulo e, com medo de que ele lhes fizesse mal, evitavam-no: E, quando Saulo chegou a Jerusalém, procurava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não crendo que fosse discípulo (At 9.26). Porém, Deus usou Barnabé para auxiliar aquele recém-convertido a Cristo: Então, Barnabé, tomando-o consigo, o trouxe aos apóstolos e lhes contou como no caminho ele vira ao Senhor, e este lhe falara, e como em Damasco falara ousadamente no nome de Jesus. E andava com eles em Jerusalém, entrando e saindo. E falava ousadamente no nome de Jesus. Falava e disputava também contra os gregos, mas eles procuravam matá-lo. Sabendo-o, porém, os irmãos, o acompanharam até Cesareia e o enviaram a Tarso (At 9.27-30).
A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA – O começo da missão evangelística de Paulo é narrado nos capítulos 13 e 14 do livro de Atos. Tudo começou em Antioquia da Síria, onde o Senhor havia separado Paulo e Barnabé para uma tarefa. Enquanto os profetas e doutores jejuavam e serviam ao Senhor, o Espírito Santo disse: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram (cf. At 13.1-3).
Os desbravadores da fé seguiram o caminho indicado pelo Senhor, descendo a Selêucia e indo para a ilha de Chipre, levando João Marcos como cooperador. Em Salamina, pregaram a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus (At 13.4,5). Em seguida, atravessaram a ilha até Pafos, onde encontraram um sério problema: Barjesus, também chamado Elimas, um judeu mágico e falso profeta ligado ao procônsul Sérgio Paulo. Este homem desejava ouvir acerca de Cristo, mas Elimas procurava impedi-lo de crer. Diante daquela oposição, Paulo, cheio do Espírito Santo, confrontou Elimas com autoridade e declarou que a mão do Senhor viria sobre ele. Imediatamente, o homem ficou cego e passou a procurar alguém que o conduzisse pela mão. Ao presenciar o acontecimento, o procônsul creu, maravilhado com o ensino acerca do Senhor (At 13.6-12). Esse episódio demonstra que o Evangelho deve ser anunciado com fé, coragem e autoridade no Nome de Jesus!
De Pafos, Paulo e seus companheiros navegaram até Perge, na Panfília. Dali, seguiram para Antioquia da Pisídia e entraram na sinagoga em um sábado. Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os principais da sinagoga lhes deram a oportunidade para falar ao povo (At 13.13-15). Na ocasião, Paulo resumiu a história de Israel, mostrando como Deus conduzira Seu povo até o cumprimento das promessas em Jesus Cristo (At 13.16-41). A mensagem pregada despertou grande interesse. Resultado: E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas. E, despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos religiosos seguiram Paulo e Barnabé, os quais, falando-lhes, os exortavam a que permanecessem na graça de Deus (At 13.42,43).

O começo da missão evangelística de Paulo é narrado nos capítulos 13 e 14 do livro de Atos. Tudo começou em Antioquia da Síria, onde o Senhor havia separado Paulo e Barnabé para uma tarefa
QUASE TODA A CIDADE – Após quase todos se ajuntarem para ouvir as Boas-Novas, Paulo e seus companheiros tiveram um problema: Então, os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo dizia (At 13.45). A resposta dos apóstolos foi tremenda: Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios. Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra (At 13.46,47). Logo os gentios se alegraram e glorificavam a Deus, e a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província (At 13.49).
A VERDADE DITA SEM MALDADE – Mas os judeus incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus limites (At 13.50). Os apóstolos fizeram o que Jesus ensinou: Sacudindo, porém, contra eles o pó dos pés, partiram para Icônio. E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo (At 13.51,52). Veja que eles não falaram mal das mulheres usadas pelos judeus, dizendo que eram religiosas e honestas. Nunca devemos mentir sobre quem nos persegue, pois, provavelmente, essa pessoa está sendo manipulada por alguém. No capítulo 14, conheceremos mais acerca da primeira viagem missionária empreendida pelo apóstolo Paulo, a qual durou em torno de dois anos.
O EVANGELHO CHEGA A ICÔNIO – Tendo adquirido experiência, talvez os apóstolos tenham pensado que tudo seria mais fácil, mas não foi assim. O diabo sempre quer prender as pessoas na mentira. Como a Verdade fala por si mesma, não devemos considerar ninguém como nosso inimigo: Mas os judeus incrédulos incitaram e irritaram, contra os irmãos, os ânimos dos gentios (At 14.2).
Os apóstolos se detiveram por bastante tempo em Icônio, falando e usando o poder de Deus: Detiveram-se, pois, muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por suas mãos se fizessem sinais e prodígios. E dividiu-se a multidão da cidade: uns eram pelos judeus, e outros, pelos apóstolos (At 14.3,4). A saída honrosa e sem causar maiores problemas para a cidade de Icônio foi tomada às pressas: E, havendo um motim, tanto dos judeus como dos gentios com os seus principais, para os insultarem e apedrejarem, sabendo-o eles, fugiram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e para a província circunvizinha; e ali pregavam o evangelho (At 14.5-7). Eles obedeceram à orientação do Senhor (Mt 10.23).

Na ocasião, Paulo resumiu a história de Israel, mostrando como Deus conduzira Seu povo até o cumprimento das promessas em Jesus Cristo (At 13.16-41). A mensagem pregada despertou grande interesse
O PARALÍTICO DE LISTRA – Essa região vivia mergulhada em trevas. Seus habitantes cultuavam o que achavam ser certo, fazendo sacrifícios tolos. Foi justamente para esse ambiente que Paulo e Barnabé foram enviados, a fim de lhes mostrar a Verdade. Afinal, Jesus declarou: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14.6). Os ensinamentos do Salvador abençoam aqueles que nEle creem.
Em Listra, Paulo pregava e olhava para um homem que não podia ficar em pé por ser coxo. Em determinado momento, o apóstolo viu que ele tinha fé para ser curado: Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado, disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou (At 14.9,10). Aquelas pessoas eram religiosas, mas nunca tinham visto um paralítico andar. Emocionadas, diziam que os deuses se fizeram homens e desceram ali: E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens e desceram até nós. E chamavam Júpiter a Barnabé, e Mercúrio, a Paulo, porque este era o que falava (At 14.11,12). Com dificuldade, os apóstolos impediram que o sacerdote pagão lhes sacrificasse uma oferenda.
A luta para convencer o sacerdote de Júpiter foi grande, mas conseguiram trazer paz ao coração dos adeptos daquele ídolo (At 14.13-18). O ódio dos judeus, porém, era inexplicável, provando que não acreditavam que o Senhor tem poder para remover quem prejudica os Seus filhos. Veja como os judeus procederam para impedir o povo de conhecer a Verdade e ser liberto: Sobrevieram, porém, uns judeus de Antioquia e de Icônio, que, tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto (At 14.19). No entanto, os irmãos que tinham fé fizeram Paulo se levantar, pois a sua hora ainda não havia chegado: Mas, rodeando-o os discípulos, levantou-se e entrou na cidade. E, no dia seguinte, saiu, com Barnabé, para Derbe. E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia (At 14.20,21).

Em Listra, Paulo pregava e olhava para um homem que não podia ficar em pé por ser coxo. Em determinado momento, o apóstolo viu que ele tinha fé para ser curado: Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado, disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou (At 14.9,10)
Depois desse episódio, agindo sabiamente, Paulo e seus companheiros de missão voltaram às cidades onde haviam erguido a obra de Deus. Quem serve ao Senhor depende da Sua direção: Confirmando o ânimo dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus. E, havendo-lhes por comum consentimento eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido. Passando depois por Pisídia, dirigiram-se a Panfília. E, tendo anunciado a palavra em Perge, desceram a Atália. E dali navegaram para Antioquia, onde tinham sido recomendados à graça de Deus para a obra que já haviam cumprido. E, quando chegaram e reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles e como abrira aos gentios a porta da fé. E ficaram ali não pouco tempo com os discípulos (At 14.22-28). Assim, terminou a primeira viagem missionária do apóstolo dos gentios.
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares


