
REIVINDIQUE A BÊNÇÃO
15/04/2026
Minha Resposta – 321
15/04/2026
Fotos: Marcelo Santos – modificada por IA
Por Marcelo Santos
A diarista Renata dos Santos Oliveira, 39 anos, e o pintor José Alexssandro Martins Oliveira, 41, alimentaram, por muito tempo, o sonho de aumentar a família. Pais de Sophia, 13 anos, os obreiros da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) no Jardim Record, em Taboão da Serra (SP), mantiveram-se firmes na fé, apesar das dificuldades enfrentadas ao longo dessa trajetória. Antes da gestação de Catarina, a filha caçula, Renata passou por duas perdas gestacionais que deixaram marcas profundas. A primeira ocorreu em 16 de novembro de 2019, quando estava com cerca de três meses de gravidez. “Os médicos disseram apenas que era uma malformação”, recorda-se a mãe. A segunda, em 16 de junho de 2022, novamente de maneira espontânea, causando um impacto emocional ainda mais intenso. “Cheguei a entrar em um quadro de tristeza profunda. Bastava ouvir a voz de uma criança que eu começava a chorar”, relata a obreira, que vivia momentos silenciosos de dor, sem, entretanto, duvidar de Deus.
Em agosto de 2024, durante o culto de Dia dos Pais, Renata sentiu o coração bater mais forte e pensou: ‘Jesus, eu estou grávida’. No entanto, semanas depois, ela vivenciou um susto. “Acordei coberta de sangue até o umbigo e achei que tinha abortado de novo.” O ciclo menstrual normalizou, deixando incerteza sobre a gestação. Dias depois, durante uma reunião de obreiros com o Pr. Jayme de Amorim Campos, líder estadual da Igreja da Graça em São Paulo, Renata pediu oração. Naquele mesmo dia, ao vestir uma roupa mais ajustada, ouviu um comentário inesperado de Sophia: “Mãe, sua barriguinha está meio diferente”.

Diante da desconfiança, José Alexssandro considerou que o melhor seria Renata fazer um exame. E a ultrassonografia trouxe a resposta: ela estava grávida de três meses e um dia. A confirmação proporcionou alegria e alívio, mas não o fim das preocupações. Renata já sabia que tinha miomas, mas não fazia ideia de que fossem tão volumosos. “O médico não conseguiu mostrar o rostinho da Catarina, porque havia um mioma na frente”, lembra-se.
Além disso, Renata recebeu o diagnóstico de diabetes gestacional, reforçando a necessidade de acompanhamento rigoroso devido à gestação de alto risco. Os especialistas orientaram o casal a intensificar os cuidados e a manter vigilância constante, alertando que, em razão da idade de Renata, havia possibilidade de a criança nascer com síndrome de Down.
Em meio a laudos e alertas, o casal acreditava que a história de Catarina estava sendo escrita como resposta às orações feitas ao longo dos anos. Em um culto do ministério Mulheres que Vencem (MQV), a diarista recebeu uma mensagem que trouxe paz ao seu coração. “Naquele dia, eu disse ao Senhor: não vou perder mais”, relembra-se ela, apegando-se ao texto do Salmo 66.19,20, o qual repetia como uma declaração de fé: Mas, na verdade, Deus me ouviu; atendeu à voz da minha oração. Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem desviou de mim a sua misericórdia. Segundo ela, essa mensagem se tornou amparo emocional durante o restante da gravidez, ajudando-a a afastar o medo e se encher de esperança.
Milagres abundantes – Com 39 semanas, Renata foi internada para o nascimento de Catarina. A princípio, a equipe médica aguardava a evolução para a realização do parto normal, mas a dilatação não progrediu como o esperado. Próximo da meia-noite, de acordo com o relato da família, a médica plantonista cogitou interromper o procedimento e dar alta à Renata. Ela, porém, discordou da decisão, e a profissional a questionou se queria a filha viva ou morta. Convicta, a mãe respondeu que a bebê nasceria bem, porque Deus conduziria as mãos da equipe. Após o impasse, a cesariana foi autorizada.
Em seguida, o médico que realizou a cirurgia chamou José Alexssandro para lhe mostrar um dos miomas, que tinha o tamanho aproximado de 7 cm, e outras formações presentes tanto na parte interna quanto na área externa do útero. Ainda assim, em 9 de junho de 2025, Catarina – descrita pela família como uma criança tranquila e sorridente – nasceu saudável, pesando 3,1 kg e medindo 47 cm.
No berçário, enquanto aguardava os procedimentos de rotina, José Alexssandro permaneceu ao lado da filha e cantou um louvor para marcar a alegria daquela bênção especial. Horas depois, o médico responsável pela intervenção retornou ao quarto, demonstrando surpresa com o desfecho da história. “Ele disse que era um milagre, porque não sabia como a bebê havia se desenvolvido em meio a tantos miomas”, declarou o pai.
Para José Alexssandro, porém, o favor do Senhor foi além. Ele conta que, desde 2007, quando rompeu os ligamentos do joelho direito em uma partida de futebol, convivia com limitações. “Foram 18 anos de desconforto”, relata, testemunhando que, em outubro de 2025, tudo mudou. Durante um culto na sede estadual da IIGD em São Paulo, o Missionário R. R. Soares chamou à frente quem sentia dores nos joelhos. “Ele orou por mim, e as dores desapareceram. Atualmente, caminho e corro sem sentir nada. Jesus me curou naquele instante”, atesta o pintor, citando que aquele momento ficou marcado pelo Salmo 37.5-7: Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz; e o teu juízo, como o meio-dia. Descansa no Senhor e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos. Essa experiência fortaleceu ainda mais a fé do casal. “Deus é fiel, e Jesus cumpre Suas promessas. Podemos até nos sentir paralisados, mas Ele nunca falha, sendo o mesmo ontem, hoje e eternamente”, testemunha Renata, acrescentando que “as coisas não acontecem no nosso tempo, mas sempre no tempo certo do Senhor.”


