
Mães (e pastoras) encontram na fé e na rede de apoio caminhos para vivenciar uma maternidade mais leve
22/09/2026
Foto: Reprodução / Mel Trotter Ministries
Por Patrícia Scott*
Antes de cruzar as fronteiras de dezenas de países, o pastor, missionário, evangelista e escritor Oswald J. Smith (1889-1986) consolidou uma trajetória de evangelização e incentivo às missões. Ao longo de oito décadas de ministério, pregou mais de 12 mil sermões em 80 nações, escreveu 35 livros (traduzidos para 128 idiomas), aproximadamente 1.200 poemas (cem transformados em hinos) e realizou 21 viagens missionárias ao redor do mundo. Além disso, esteve à frente da The People’s Magazine (A Revista do Povo) por meio século como editor. Conhecido por sua intensa vida de oração, Oswald mantinha o hábito de reservar diariamente um horário e um lugar específicos para buscar a Deus. Durante esses momentos, caminhava de um lado para o outro a fim de manter a concentração e evitar distrações. A oração intercessória não é apenas a forma mais elevada de serviço cristão, mas também o trabalho mais árduo, afirmou ele.

Foto: IA de Chat GPT sobre foto de Virginia Library / Wikimedia Commons
Filho de Benjamin Jeffrey Smith (1862-1955) e Alice Maud Mary Laidley Smith (1868-1958), Oswald Jeffrey Smith, o primogênito dos dez filhos do casal, nasceu em 8 de novembro de 1889, na província de Ontário, no Canadá. Converteu-se a Cristo em 28 de janeiro de 1906, durante uma campanha evangelística do pastor norte-americano Reuben Archer Torrey (1856-1928), em Toronto (Canadá), momento em que teve despertado o compromisso de dedicar-se integralmente à pregação da Palavra. Seu primeiro sermão foi proferido em uma pequena igreja metodista, em 1908, na região de Muskoka, em Ontário. No mesmo ano, Smith iniciou seu trabalho missionário: visitou acampamentos de lenhadores, comunidades isoladas e aldeias indígenas no interior da Colúmbia Britânica, e, posteriormente, outras regiões de fronteira do Canadá.
Antes de ingressar no ministério pastoral, Oswald buscou preparo teológico. Em 1912, concluiu os estudos no Toronto Bible College e, três anos depois, formou-se no McCormick Theological Seminary, em Chicago (EUA). Durante sua cerimônia de ordenação pelo Presbitério de Chicago, foi apresentada a composição Deeper and Deeper, de sua autoria, marcando simbolicamente aquela fase de sua jornada ministerial. Entre as duas formações, serviu como missionário em Cawood, no estado do Kentucky (EUA), no verão de 1913. Nesse período, longe da família e dedicado às missões, redigiu o que chamou de “dedicação tríplice”, compromisso que englobava o empenho ao serviço do Reino em qualquer parte do mundo, segundo a vontade divina, independentemente da função exercida.
Legado marcante – Em 12 de setembro de 1916, Oswald Smith casou-se com Daisy Billings (1890-1972), na Igreja Presbiteriana de Dale, em Toronto. Na época, ele atuava como pastor auxiliar da congregação, enquanto Daisy servia como diaconisa. O casal teve três filhos: Glen (1917-2011), Hope Evangeline (1920-2008) e Paul (1921-1995). Smith promoveu várias cruzadas evangelísticas na América do Norte e, em 1924, fez sua primeira viagem missionária fora do continente, indo a nove países europeus. Um dos frutos de suas visitas foi a criação de uma Escola Bíblica em Riga, na Letônia, destinada à formação de missionários locais.

Foto: IA de Chat GPT sobre foto de Peake & Whittingham Library and Archives / Canada
Após atuar como superintendente da Igreja da Aliança no Canadá, Smith partiu, em 1927, rumo a Los Angeles (EUA), para liderar a Gospel Tabernacle. No ano seguinte, entretanto, sentiu que seu chamado era em Toronto, e a família percorreu os 4.800 km de volta para casa. Ainda em 1928, ele fundou o The Cosmopolitan Tabernacle, localizado ao longo da costa noroeste do Lago Ontário. Dois anos depois, em 1930, a igreja passou a se chamar Gospel Tabernacle e, em 1933, adotou o nome The People’s Church (A Igreja do Povo), tornando-se internacionalmente conhecida ao apoiar mais de 500 obreiros pelo mundo. O pregador esteve à frente da congregação até 1958, mas continuou ativo como ministro de missões. Em 1º de janeiro de 1959, seu filho, Paul Smith, assumiu o pastoreio, permanecendo na liderança por 35 anos, até 1994. Essa comunidade de fé continua em atividade até os dias atuais.
Ao longo de sua trajetória ministerial, Smith demonstrou profunda convicção no poder da literatura cristã como instrumento de evangelização e edificação espiritual. Autor de dezenas de obras, publicou títulos que marcaram gerações, entre eles The revival we need (O reavivamento de que precisamos), The man God uses (O homem que Deus usa), O Evangelho que pregamos (Graça Editorial) e The passion for souls (Paixão pelas almas), alcançando milhares de leitores e exercendo influência significativa sobre líderes e cristãos em diferentes partes do mundo. O impacto de seus escritos foi reconhecido pelo evangelista norte-americano Billy Graham (1918-2018), que declarou: Seus livros foram usados pelo Espírito Santo para penetrar nas profundezas da minha alma e exerceram uma influência tremenda em minha vida pessoal.
Oswald J. Smith faleceu em 25 de janeiro de 1986, em Toronto, aos 96 anos, por causas naturais relacionadas à idade avançada. Seu corpo foi sepultado no Westminster Memorial Park, atualmente denominado Westminster Cemetery. (*Com informações de Wikipédia, Find a Grave, Radar Missionário, AMPT e Igreja em Quinta do Conde)


