Pregador e escritor, Amzi Clarence Dixon foi referência do fundamentalismo cristão no início do século 20

20/08/2026

As trombetas (parte 2)

20/08/2026

Pregador e escritor, Amzi Clarence Dixon foi referência do fundamentalismo cristão no início do século 20

20/08/2026

As trombetas (parte 2)

20/08/2026

R.: Davi é, sem dúvida, um dos personagens bíblicos mais fascinantes. E não à toa, pois sua história é repleta de ensinamentos preciosos para todo aquele que deseja intimidade com Deus. Além disso, foi o maior e inesquecível rei de Israel, tendo sido o ancestral humano do Senhor Jesus Cristo (Mt 1.1-17). Sua vida ocupa vasta extensão nas Escrituras Sagradas, indo de 1 Samuel 16 a 2 Reis 1, além de 1 Crô­nicas 2 até o capítulo 29. É também mencionado amplamente no Novo Testamento, nada menos do que 60 vezes, aparecendo nos quatro evangelhos, em Atos, nas epístolas aos Romanos e aos Hebreus, como também em Apocalipse. Isso sem falar dos muitos Salmos que compôs e que ocupam mais de um terço desse livro bíblico. Como se vê, trata-se de alguém valioso tanto para Deus (At 13.22) quanto para nosso ensino e aprofundamento nas matérias espirituais. Não é possível determinar de modo preciso a idade de Davi nos episódios indagados, mas o Texto Sagrado permite inferi-las. A unção por Samuel e o embate contra Golias ocorreram quando Davi ainda era bem novo, possivelmente um jovem saindo da adolescência (1 Sm 16—17). Isso explica a relutância de Jessé e de Saul, além do desprezo do gigante (17.42). Sabemos também que, apesar de ter sido ungido rei por escolha direta do próprio Criador, Davi levou muito tempo para que, de fato, subisse ao trono de Israel. Não temos conhecimento de quantos anos a espera durou, mas a Bíblia relata diversos episódios ocorridos nesse intervalo. Entre eles, o casamento com a filha do rei, a amizade com o irmão dela, Jônatas, a perseguição implacável de Saul, as diversas fugas para esconderijos inóspitos, as alianças improváveis, as oportunidades extraordinárias que Davi teve de matar seu perseguidor – e sua recusa absoluta em fazê-lo –, as batalhas e peripécias como guerreiro, atraindo a simpatia das cidades de Israel, até a proclamação como rei de Judá e, sete anos depois, de todas as tribos de Israel. Durante todo esse tempo, Davi permaneceu firme na fé, crendo no Senhor que o ungira. Como resultado, reinou durante 40 anos, tendo sua morte descrita desta forma: E morreu numa boa velhice, cheio de dias, riquezas e glória (1 Cr 29.28).

T. O. U., sem identificação da cidade

R.: Temos a tendência de julgar os pecados morais como piores, mas isso é um engano. Toda e qualquer iniquidade é grave, pois separa o transgressor de Deus e o condena ao Juízo Eterno (Is 59.1,2; Rm 3.16). Entretanto, o sacrifício de Jesus foi feito justamente para salvar os pecadores arrependidos que passam a crer nEle (Jo 1.12; 3.16). Com a exceção do pecado contra o Espírito Santo, as demais iniquidades são perdoadas por meio da confissão sincera ao Senhor (Mt 12.31,32). Portanto, os atos de uma prostituta não são mais graves do que os de um egoísta ou vaidoso. Ambos precisam e devem buscar o perdão e a salvação em Cristo. Na Bíblia, a palavra traduzida como prostituição vem do grego, porneia, que deu origem ao termo pornografia, entre outros. Acredito que isso demonstre por si só a extensão desse pecado, o qual não fica circunscrito apenas à prática de sexo em troca de dinheiro. Quem vende seu corpo, criado para ser templo do Espírito Santo, condena-se à perdição eterna, como alertam enfaticamente as Escrituras Sagradas (1 Co 6.9-11; Gl 5.19-21). Obviamente, o mesmo vale para o homem que coabita com uma prostituta (1 Co 6.15-20). Porém, qualquer pecador que se arrepender de sua conduta e clamar pelo perdão divino, crendo que Jesus pagou pelo seu pecado no Calvário, será perdoado, purificado e salvo (1 Co 6.12; 1 Jo 1.9—2.1). Raabe foi meretriz em Jericó, mas creu no Deus verdadeiro, arrependeu-se e foi integrada ao povo de Israel, sendo contada na genealogia do Messias (Mt 1.5). Aliás, o próprio Salvador alertou os religiosos de Seu tempo de que as prostitutas estavam à frente deles em termos de salvação, pois O seguiam e criam nEle, ao contrário daqueles que se julgavam perfeitos (Mt 21.31,32). Um dos exemplos mais belos e ilustrativos disso foi registrado por Lucas, no episódio em que uma pecadora lavou os pés do Senhor com suas lágrimas e foi censurada pelo dono da casa, um fariseu (7.36-50).


Foto: Arquivo Graça / Marcos AC

O. R. Y., via internet

R.: Dispensação da Promessa é um dos nomes que os adeptos do sistema dispensacionalista de interpretação bíblica dão ao período patriarcal. Não é difícil entender a lógica desse sistema, pois ele segue a cronologia da Palavra de Deus, apontando para as diferentes ações divinas em cada etapa. A primeira, obviamente, é a Dispensação da Inocência, inaugurada pela criação do ser humano, a qual termina com a queda. Então, inicia-se a Dispensação da Consciência, que finda com o Dilúvio. Segue-se a do Governo Humano, caracterizada pela aleivosia dos homens contra a soberania de Deus, uma vez que aqueles se recusaram a cumprir as determinações divinas, resolvendo desafiá-Lo na construção da torre de Babel (Gn 11.1-9). O período seguinte é justamente o da Promessa, marcado pela chamada de Abraão, inaugurando a Dispensação dos Patriarcas. Todos eles (Abraão, Isaque e Jacó) tiveram a vida pautada pela promessa do Senhor acerca da constituição de um povo separado e único, gerado a partir deles, o qual receberia miraculosamente uma terra especial, conhecida como a Terra da Promessa (Gn 12—50). Essa dispensação termina com o Pacto do Sinai (veja Êxodo 19 em diante), dando origem à da Lei.

X. Z. S., sem identificação da cidade

R.: Trata-se de mais uma tentativa humana de entender e explicar os insondáveis desígnios de Deus (Rm 11.33-36). Como essa passagem bíblica indica, tais iniciativas geram mais frustração do que compreensão e entendimento. Não sei por que muitos que se julgam sábios não aceitam isso; talvez seja por falta de humildade. Até Cristo reagiu a essa realidade: ​Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado (Lc 10.21 – ARA). O principal nome dessa corrente teológica foi um alemão, prisioneiro da Segunda Guerra, chamado Jürgen Moltmann. No campo de concentração, ele recebeu um exemplar do Novo Testamento. Ao lê-lo, conheceu Jesus e encheu-se de esperança ao entender que o mundo não estava condenado à matança e ao ódio entre as nações. Esse foi o estopim de uma série de reflexões filosóficas e teológicas que culminaram na chamada Teologia da Esperança. Segundo ela, a função primordial da Igreja é erguer sua voz profética e proclamar a vinda do Reino de Deus, ancorada nas preciosas promessas do Senhor. Esse Reino será de justiça e paz perfeitas e eternas. Você dirá: “Ora, mas não é exatamente isso que o Evangelho já ensina? Por que, então, criar uma nova Teologia?”. Concordo totalmente com você, até porque, segundo a Teologia da Esperança, alguns aspectos do Reino vindouro não se coadunam com o ensino da Palavra. Portanto, é melhor ficar com o puro e simples Evangelho de Cristo registrado na Bíblia.


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