Crescimento das igrejas evangélicas do Sul Global impulsiona fluxo missionário brasileiro em países desenvolvidos

25/09/2026

Crescimento das igrejas evangélicas do Sul Global impulsiona fluxo missionário brasileiro em países desenvolvidos

25/09/2026

Histórias de homens e mulheres que deixaram para trás vícios, conflitos e antigas práticas religiosas e foram transformados pelo poder do Evangelho

Fotos: Parradee / Adobe Stock

Por Victor Rodrigues

As Escrituras Sagradas apresentam diversos exemplos de pessoas chamadas por Deus para desempenhar papéis relevantes. Um caso marcante no Antigo Testamento é Gideão, líder de Israel que se considerava o menor de sua família, pertencente a um clã sem destaque entre o povo (Jz 6.15). No entanto, a sua trajetória mostra que o Altíssimo não escolhe alguém com base em suas capacidades ou seus méritos, e sim por meio da graça (Ef 2.8,9). Esse mesmo princípio pode ser notado em Atos, no Novo Testamento, quando observamos a vida do apóstolo Paulo. Antes conhecido como Saulo de Tarso, era um dos principais perseguidores da Igreja cristã no primeiro século. Porém, durante uma viagem a Damasco para prender cristãos, ele teve um encontro transformador com Jesus e foi alcançado pela misericórdia divina (At 9.4).

Hoje pastor, Jomilson Ferreira avalia os acontecimentos da sua vida após ser liberto e salvo da morte: “A minha visão mudou completamente”
Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA

Os relatos do Livro Santo são a prova de como o Criador atua ao longo da História, convocando pessoas improváveis, imperfeitas e ex-pecadoras, mas transformadas e redimidas aos pés do Senhor. Ele tem trabalhado desse modo até hoje, chamando indivíduos de diferentes origens; alguns até com vivências marcadas por vícios, rebeldia e conflitos familiares. Nesta reportagem de Graça/Show da Fé, falaremos de homens e mulheres que atribuem à graça do Todo-Poderoso e à Sua Palavra uma mudança radical em suas vidas, a exemplo daquilo que Paulo escreveu em sua carta aos Romanos: Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego (Rm 1.16).

O Pr. Angelo Valmor (com a esposa, Marcela, e os filhos, Emanuel e Mariana) conta que, antes de conhecer Jesus, vivia endividado: “O vício da bebida não me permitia cumprir a minha palavra com as pessoas”
Foto: Arquivo pessoal

“Processo de mudança” – Jomilson Ferreira foi um desses homens que se “desviaram do mal”, expressão bíblica aplicada a quem se afasta das atitudes con­trárias à Palavra do Senhor. Hoje, aos 58 anos, ele, que é pastor auxiliar da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) no Méier, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), relata que esteve envolvido, durante muito tempo, com rituais de feitiçaria. Entretanto, sua vida – marcada por aflições, desilusões, tristeza e angústia – foi pouco a pouco transformada depois da sua conversão ao Evangelho.

Jomilson conta que a sua decisão de romper com aquelas práticas religiosas gerou consequências. Ele se sentiu ameaçado por espíritos malignos, e, posteriormente, sofreu um acidente de carro quando era perseguido por integrantes da sua antiga religião ocultista. Foi hospitalizado em estado grave e ficou internado por um período. Na unidade hospitalar, contraiu uma bactéria e desenvolveu uma infecção generalizada. Para os médicos, seu quadro era irreversível. Contudo, contra todos os prognósticos, ele recuperou a saúde depois de receber visitas e orações dos membros da Igreja. Responsável pelo ministério Homens que Vencem (HQV) na região do Grande Méier, Jomilson avalia os acontecimentos da sua vida após ser liberto e salvo da morte. “A minha visão mudou completamente. Tinha uma compreensão diferente do Senhor e do que Ele é. Quando tive acesso à Palavra de Deus, as escamas dos meus olhos caíram. Passei a entender a declaração de Jesus em Mateus 11.30: Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. É algo maravilhoso.”

Foto: NanSan / Adobe Stock

Aos 51 anos, o Pr. Angelo Valmor, líder local da IIGD em Paranaíba (MS), também teve a sua trajetória transformada pelo Evangelho. Casado com a representante comercial Marcela Angélica de Souza, 44, e pai dos estudantes Emanuel Valmor de Souza, 22, e Mariana Angélica de Souza, 14, ele relata que sua família segue o caminho do Senhor, uma realidade bem diferente do ambiente familiar no qual cresceu. Desde a adolescência, começou a consumir bebidas alcoólicas, período que considera perdido para o vício.

Com o álcool, vieram outras práticas, como a prostituição e outros comportamentos errados. “Antes de Jesus, vivia endividado. Era uma pessoa em quem não se podia confiar. O vício da bebida não me permitia cumprir a minha palavra com as pessoas. Com isso, fui acumulando inimizades e destruindo minha vida”, revela, completando que teve a sua correção de rota ao assistir ao Missionário pela televisão. “A partir daquele momento, senti Deus em meu coração e procurei uma Igreja da Graça para conversar com o pastor local”, relembra-se, reconhecendo que sua conversão não foi imediata. “No início, esse pastor ia aos bares me buscar e me ajudou no processo de mudança, que me levou a entregar a minha vida a Jesus. Um dia, peguei uma garrafa de cerveja e observei que havia tomado apenas metade de um copo. Então, olhei para aquilo e pensei: ‘O que estou fazendo? De que adianta ir à Igreja, pedir oração e não me posicionar?’. Naquele momento, parei de beber. Deixei tudo sobre a mesa e declarei que, a partir daquele dia, faria a obra de Deus”, testemunha.

A aposentada Ivanete Rosa dos Santos narra que, antes de seu encontro com Cristo, já gostava de assistir às pregações transmitidas pela TV, mas frequentava outra religião, com a qual rompeu após ser curada
Foto: Arquivo pessoal

“Vida eterna” – O programa de televisão Show da Fé também tem relação direta com a história de conversão da aposentada Ivanete Rosa dos Santos, 59 anos, obreira da IIGD em Cacoal (RO). Ela narra que, antes de seu encontro com Cristo, já gostava de assistir às pregações transmitidas pela TV. Porém, frequentava outra religião, a qual consultava mortos, e sabia pouco da Bíblia, incluindo Deuteronômio 18.11-14: Nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor, teu Deus, as lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o Senhor, teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor, teu Deus, não permitiu tal coisa.

Foto: Kowitstockphoto / Adobe Stock

Em certa ocasião, Ivanete resolveu visitar uma Igreja da Graça próxima à sua residência. “Naquele dia, o pastor iniciou uma campanha de fé com o uso de um sabonete consagrado, e decidi participar do propósito”, diz Ivanete, recordando-se de que tinha uma ferida na mão que a incomodava constantemente e não cicatrizava. Ao retornar para casa, lavou a mão com o sabonete e assumiu o compromisso de seguir a campanha. “Três dias depois, minha ferida desapareceu. Aquilo me surpreendeu, porque me incomodava muito. Quando constatei a cura, contei-a ao meu marido e voltei à Igreja todas as sextas-feiras para cumprir o propósito. E, assim, rompi com a minha antiga religião”, revela Ivanete, que atua na obra ministerial ao lado de seu esposo, o aposentado Geniplo Miranda, 81 anos.

O aposentado Sebastião de Souza Filho, que conviveu com a dependência da bebida desde a juventude, relata ter sido impactado pela mensagem do Missionário
Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA

As ministrações do Missionário R. R. Soares marcaram também a mudança do aposentado Sebastião de Souza Filho, 67 anos, que conviveu com a dependência da bebida desde a juventude. Mesmo em meio ao alcoolismo, afirma ter sido impactado pela mensagem do Missionário durante uma madrugada em que assistia à televisão. “Certa noite, depois de beber excessivamente, percebi algo assustador. Por mais forte que fosse a bebida, ela parecia já não fazer efeito em mim. Fiquei preocupado ao pensar que, para sentir os mesmos efeitos, poderia acabar buscando algo ainda mais pesado. Nesse momento, comecei a refletir sobre a gravidade da minha condição”, expõe, acrescentando que, em outro episódio, após ter bebido bastante, não conseguiu dormir e passou a madrugada assistindo à televisão. “Eu me deparei com o Missionário R. R. Soares na TV, pregando sobre o texto de João 14, que fala da salvação e da promessa da vida eterna. Aquela mensagem me levou a refletir sobre o caminho que eu estava seguindo”, admite Sebastião, membro da IIGD em Vitória (ES) há cerca de três décadas.

Hoje pastor, Waldemar Manganaro conta ter enfrentado um período de profunda revolta antes de abraçar o Evangelho e mudar de trajetória
Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA

Da mesma forma, a bebida podia ter destruído Waldemar Manganaro, hoje com 69 anos, pastor e líder da IIGD em Pindamonhangaba (SP). Ele conta ter enfrentado um período de profunda revolta antes de abraçar o Evangelho. “Passei a beber excessivamente e, com frequência, voltava para casa durante a madrugada”, declara Waldemar, ressaltando que aqueles maus hábitos contribuíram para sua demissão e afetaram sua vida familiar.

Na época, com o desemprego em alta, a situação se agravou, e o álcool se tornou o centro da sua rotina. Porém, mesmo diante daquele quadro, sua esposa, Beatriz Manganaro, agora com 66 anos, manteve suas orações pela transformação do marido. Então, em um dia de 1994, ele quis visitar uma Igreja da Graça. “Ali aconteceu a minha conversão. Quando ouvi a Palavra de Deus, saí daquele lugar com o coração transformado.” Batizado nas águas seis meses depois, ele iniciou sua caminhada de dedicação ao ministério. Primeiro, como obreiro; depois, pastor. Em razão desse chamado, deixou o trabalho secular para anunciar a Mensagem. “O compromisso com a Igreja cresceu, e decidi me dedicar integralmente à obra de Deus”, conclui Waldemar, que, a exemplo dos demais personagens entrevistados por Graça/Show da Fé, mudou de trajetória e começou a seguir o Senhor Jesus.


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