
FAÇA COMO O APÓSTOLO PAULO
16/08/2026
Fotos: Marcelo Santos – modificada por IA
Por Marcelo Santos
Por muitos anos, Eliene Carvalho dos Santos Mendes, 45, conviveu com dores constantes sem imaginar que enfrentava um problema de saúde. Acostumada com uma rotina intensa que incluía a prática regular de atividades físicas, ela acreditava que aquele desconforto era normal. “Nunca passou pela minha cabeça que pudesse ser uma enfermidade”, relembra-se ela, hoje pastora auxiliar na sede regional da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Tatuapé, na zona leste de São Paulo (SP). Em 2006, os primeiros sintomas surgiram. Com o tempo, as dores nos braços e nas mãos se tornaram tão frequentes que Eliene passou a considerá-las parte de seu cotidiano.
No entanto, aquele incômodo começou a afetar atividades rotineiras, como abrir um pote de conservas e segurar objetos. “Durante o dia, as dores eram intensas. À noite, meus braços ficavam adormecidos. Eu sentia formigamento e percebia que não tinham força”, relata, destacando que, diante daquele cenário limitante, ela se agarrou ainda mais à fé, com atenção especial às palavras do profeta Jeremias: Sara-me, Senhor, e sararei; salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor(Jr 17.14). “Esse versículo me ajudou bastante no processo de busca pela cura. Mesmo na angústia, encontrei na Palavra o motivo para permanecer resiliente e continuar adorando a Deus”, testemunha.

Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA
Eliene conta que aquela batalha ultrapassava os limites físicos: afetava também seu estado emocional e sua vida espiritual. Em certos momentos, ela chegou a acreditar que teria de seguir convivendo com a dor. Porém, um dia, decidiu não aceitar aquele fardo como algo permanente. “Entendi que precisava tomar uma posição e continuar crendo na intervenção divina”, afirma a pastora, acrescentando que, para encontrar forças, apegou-se à promessa registrada em Isaías 54.17: Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará. “Essa Palavra me sustentou. Mesmo sem compreender o que estava acontecendo, permaneci confiando no Pai.”
Durante uma reunião na sede regional da Igreja da Graça em Carapicuíba, na Grande São Paulo (SP), a obreira Rosvilce Santana de Oliveira, 53, que é enfermeira, notou que Eliene demonstrava sinais evidentes de desconforto. “Enquanto participávamos do culto, ela ficava massageando a mão. Percebi que não estava bem.” Sensibilizada com a situação, Rosvilce foi até a pastora para saber o que ela estava sentindo. “Conversamos e, em seguida, oramos em uma área mais reservada da Igreja”, relata a obreira, para quem o momento foi marcado pela fé nas promessas bíblicas. “Concordamos em oração e declaramos que, pelas feridas de Jesus, fomos sarados (Is 53.5). Também repreendemos aquele mal, conforme a orientação das Escrituras.”
Diagnóstico médico – Após esse episódio, Eliene passou por uma série de exames que confirmaram o diagnóstico médico: síndrome do túnel do carpo [compressão do nervo mediano no punho] em grau moderado nos punhos. Além disso, também foram identificadas alterações na coluna, com abaulamento discal [condição em que o disco intervertebral perde sua forma original], o que explicava parte das dores. Paralelamente a esse quadro, a ministra enfrentou um episódio ainda mais alarmante em 2024: desmaiou dentro de casa. “O meu corpo desligou. Foi um desmaio diferente dos três ocorridos em anos anteriores. Quando recobrei a consciência, não conseguia sustentar a cabeça.”

Foto: Marcelo Santos – modificada por IA
Meses antes desse evento, Eliene vivenciou episódios de formigamento no rosto e dificuldades para falar, sintomas compatíveis com alterações neurológicas. Os resultados dos exames realizados à época revelaram indícios de um AVC [que ocorre quando o fluxo de sangue que vai para o cérebro é interrompido, causando a morte das células nervosas locais] ocorrido anos antes. De acordo com a pastora, apesar da gravidade do caso, a equipe médica demonstrou surpresa ao verificar que ela não apresentava sinais aparentes de sequelas físicas.
Ao longo de toda aquela jornada, Eliene contou com o apoio do marido, o Pr. Eduardo Pires Mendes, 45, líder regional da IIGD em Tatuapé. Ele se recorda de que, mesmo com as dificuldades, a família permaneceu perseverante em Cristo. “Houve dias muito difíceis, mas escolhemos continuar crendo e não nos conformar com aquela condição”, relata o pregador, lembrando que, gradativamente, os sintomas começaram a regredir, e as dores perderam a intensidade até desaparecerem. A confirmação da cura, segundo Eliene, ocorreu durante uma situação cotidiana. “Um dia, em casa, meu esposo pediu que eu abrisse uma garrafa – algo que eu não conseguia fazer havia muito tempo devido às limitações nas mãos. Para minha surpresa, consegui abri-la sem dificuldade e, naquele momento, tive a certeza de que o Altíssimo havia me curado.”
Em um culto realizado na sede estadual da Igreja da Graça em São Paulo, em janeiro de 2026, Eliene testemunhou seu completo restabelecimento. Para ela, o aprendizado adquirido extrapola a cura física. “O sofrimento é humano, mas aceitar a situação como definitiva enfraquece a fé. Não negocie com a dor. Ela deve ser apresentada aos pés de Cristo”, ensina a ministra, a qual deixa uma mensagem de fé e perseverança: “Não permita que a aflição o afaste da presença de Deus. Pelo contrário, use esse momento para se aproximar ainda mais dEle”.


