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15/08/2026
FAÇA COMO O APÓSTOLO PAULO
Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim (Filipenses 3.13).
Os novos convertidos precisam aprender com os profetas de Deus, que anunciam as Boas Notícias, em vez de reviver o passado e se colocar novamente nas mãos do diabo. Quem vive preso às lembranças do Egito sente saudade dos temperos daquela nação, mas se esquece de que Deus providenciou o alimento perfeito: o maná, o qual podia suprir as necessidades do Seu povo. Todos os dias, os israelitas tinham apenas uma tarefa: recolhê-lo do chão. Nesta mensagem, estudaremos com mais detalhes esse pão que o Senhor concedeu diariamente a Israel.
Após três dias andando em direção a Canaã, os filhos de Israel passaram a reclamar por causa da sede. Ora, o propósito do Senhor era que Seu povo jamais padecesse por falta de água, mas a sede surgia quando eles pecavam. As Escrituras declaram: E Jacó não tinha sede, quando o levava pelos desertos; fez-lhe correr água da rocha; fendendo ele as rochas, as águas manavam delas (Is 48.21). Na linguagem bíblica, a água simboliza a Palavra de Deus.

Quem vive preso às lembranças do Egito sente saudade dos temperos daquela nação, mas se esquece de que Deus providenciou o alimento perfeito: o maná, o qual podia suprir as necessidades do Seu povo
Moisés conduziu o povo por mais um trecho, até que encontraram água. De início, todos se alegraram, mas logo a decepção inundou o coração deles ao perceberem que o líquido era amargo. Em vez de pedir ao servo de Deus que orasse, preferiram murmurar, dizendo: Que havemos de beber? (Êx 15.24b). A murmuração é uma das artimanhas usadas pelo diabo para afastar as pessoas da presença do Todo-Poderoso. Muitos abandonam a congregação, onde o Senhor os têm abençoado e fortalecido, porque se deixam levar pelo inimigo, esquecendo-se das inúmeras bênçãos recebidas do Pai celestial.
Diante da situação, Moisés clamou, e Deus lhe deu a solução: E ele clamou ao SENHOR, e o SENHOR mostrou-lhe um lenho que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces; ali lhes deu estatutos e uma ordenação e ali os provou (Êx 15.25). Quando a pessoa deixa de buscar o Senhor, os problemas logo aparecem. Porém, ao se voltar para Ele, ela torna a experimentar a mão de Deus agindo sobre a sua vida. O certo é usar o “lenho” no qual Jesus foi crucificado em nosso favor: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim (Gl 2.20).
Depois de terem bebido a água que se tornara doce, Deus disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR, teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o SENHOR, que te sara (Êx 15.26). Eles estavam aprendendo na escola do Céu!
O PÃO DO CÉU – Israel se lamentou novamente: Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá e colherá cada dia a porção para cada dia, para que eu veja se anda em minha lei ou não. E acontecerá, ao sexto dia, que prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia (Êx 16.4,5). De domingo a quinta-feira, o maná era recolhido diariamente e deveria ser consumido no mesmo dia. Porém, na sexta-feira, Deus enviava uma porção que permanecia boa durante dois dias, para suprir também o sábado. Da mesma forma, há revelações divinas destinadas às necessidades de cada dia e outras que nos sustentam por um período mais longo. Aprenda a colhê-las!

Cada israelita deveria recolher um gômer por dia de maná para cada pessoa de sua família. Essa medida correspondia a 1,76 litro: E, alçando-se o orvalho caído, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa miúda, redonda, miúda como a geada sobre a terra. E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Disse-lhes, pois, Moisés: Este é o pão que o SENHOR vos deu para comer (Êx 16.14,15)
A MEDIDA CERTA – Cada israelita deveria recolher um gômer por dia de maná para cada pessoa de sua família. Essa medida correspondia a 1,76 litro: E, alçando-se o orvalho caído, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa miúda, redonda, miúda como a geada sobre a terra. E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Disse-lhes, pois, Moisés: Este é o pão que o SENHOR vos deu para comer (Êx 16.14,15).
Hoje, as famílias também precisam se reunir para nutrir a alma com o Maná: a Palavra. Todos devem ser incentivados a orar, pedindo ao Pai o “alimento” diário, e a receber a porção que lhes saltou aos olhos: E os filhos de Israel fizeram assim; e colheram, uns, mais, e outros, menos. Porém, medindo-o com o gômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco; cada um colheu tanto quanto podia comer (Êx 16.17,18). Deus cuidava para que ninguém tivesse excesso nem falta. O Senhor é zeloso!
A VERGONHA DOS SÁBIOS – Alguns israelitas se acharam mais sábios do que Deus e guardaram maná para o dia seguinte. Então, viram a mão divina agir naquela situação: E disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã. Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés; antes, alguns deles deixaram dele para o dia seguinte; e aquele criou bichos e cheirava mal; por isso, indignou-se Moisés contra eles. Eles, pois, o colhiam cada manhã; cada um, conforme ao que podia comer; porque, aquecendo o sol, derretia-se (Êx 16.19-21). Deus nos corrige (Hb 12.4-7)!
COMEÇANDO A APRENDER – E aconteceu que, ao sexto dia, colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um; e todos os príncipes da congregação vieram e contaram-no a Moisés. E ele disse-lhes: Isto é o que o SENHOR tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o; e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar ponde em guarda para vós até amanhã. E guardaram-no até pela manhã, como Moisés tinha ordenado; e não cheirou mal, nem nele houve algum bicho (Êx 16.22-24). Devemos ter paciência com os rebeldes, pois Deus lhes ensinará a respeitá-Lo. Fuja de todo tipo de pecado já, para não ser repreendido pelo Senhor!

Hoje, não temos de guardar o sábado, pois Jesus já cumpriu toda a Lei de Moisés. A Nova Aliança rege a nossa vida – a lei perfeita da liberdade, o Evangelho
APRENDIZADO FÁCIL – Assim, repousou o povo no sétimo dia. E chamou a casa de Israel o seu nome Maná; e era como semente de coentro; era branco, e o seu sabor, como bolos de mel (Êx 16.30,31). Não foi difícil ensinar aos filhos de Israel a respeito do sábado; afinal, eles viram o que aconteceu quando desobedeceram a Deus. Hoje, não temos de guardar o sábado, pois Jesus já cumpriu toda a Lei de Moisés. A Nova Aliança rege a nossa vida – a lei perfeita da liberdade, o Evangelho: Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito (Tg 1.25).
ORDEM PARA SER CUMPRIDA – E disse Moisés: Esta é a palavra que o SENHOR tem mandado: Encherás um gômer dele e o guardarás para as vossas gerações, para que vejam o pão que vos tenho dado a comer neste deserto, quando eu vos tirei da terra do Egito. Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, e mete nele um gômer cheio de maná, e põe-no diante do SENHOR, em guarda para as vossas gerações. Como o SENHOR tinha ordenado a Moisés, assim Arão o pôs diante do Testemunho em guarda (Êx 16.32-34). Por alguém não ter cumprido essa ordem, a nossa geração foi privada de conhecer o maná. É possível que ele tenha se perdido ao longo da História ou permaneça oculto em algum lugar desconhecido de Israel, aguardando ser encontrado. O fato é que Deus é poderoso para guardar os talentos que usou para alimentar Seu povo na caminhada de 40 anos pelo deserto. Ele é Pai amoroso e Senhor fiel!
O ALIMENTO COMPLETO – E comeram os filhos de Israel maná quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã (Êx 16.35). Quando entraram na Terra da Promessa, o maná físico parou de alimentá-los. Agora, o Pão verdadeiro é Jesus, conforme Ele disse, respondendo aos judeus que Lhe pediram uma prova disso: Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu. Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo que Moisés não vos deu o pão do céu, mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede (Jo 6.31-35). Esse é o Alimento completo!

Paulo esclareceu como devemos compreender Jesus. Após concluir a obra, Cristo retornou ao lugar de onde viera, reassumindo a glória como o Onipotente Deus: Assim que, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, agora, já o não conhecemos desse modo (2 Co 5.16)
O MANÁ CESSOU – Estando, pois, os filhos de Israel alojados em Gilgal, celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, nas campinas de Jericó. E comeram do trigo da terra, do ano antecedente, ao outro dia depois da Páscoa; pães asmos e espigas tostadas comeram no mesmo dia. E cessou o maná no dia seguinte, depois que comeram do trigo da terra, do ano antecedente, e os filhos de Israel não tiveram mais maná; porém, no mesmo ano, comeram das novidades da terra de Canaã (Js 5.10-12). Não podemos separar Jesus da Palavra, pois Ele, no princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens (Jo 1.1-4).
Assim Cristo é descrito: E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus. […] E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-poderoso. E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES (Ap 19.11-16).
Paulo esclareceu como devemos compreender Jesus. Após concluir a obra, Cristo retornou ao lugar de onde viera, reassumindo a glória como Deus: Assim que, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, agora, já o não conhecemos desse modo (2 Co 5.16).
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares


