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A GLÓRIA QUE HERDAMOS
Neste mês, falaremos sobre a glória que Jesus nos legou. Quando veio ao mundo como homem, Cristo deixou no Céu a Sua condição gloriosa de ser um com o Pai. Ele Se despiu dessa majestade para vir como servo, sofrer os nossos pecados e, com isso, resgatar-nos da morte (Fp 2.5-8). O Filho de Deus sabia que, morrendo por nós, pagaria pelo pecado que herdamos de Adão, permitindo-nos ser novas criaturas por meio da fé (Rm 6.23; 2 Co 5.17). Então, pediu ao Pai que nos desse a mesma glória que Ele tinha antes da criação. Isso é profundo demais!
1) A GLORIFICAÇÃO VEM DE DEUS – Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti (Jo 17.1). Sem ser glorificado pelo Pai, nem o Filho poderia glorificá-Lo. Ao falar disso, o Salvador nos mostrou como a misericórdia divina é importante para nós. Temos de nos consagrar para realizar a obra de Deus; assim, a opressão do reino das trevas não alcançará os nossos irmãos recém-nascidos de novo. Esses neófitos não podem se afastar da chamada recebida do Senhor. Certamente, o Altíssimo precisa que preparemos aqueles que Ele nos enviar, a fim de que o divino trabalho de salvação não seja interrompido. A ordem é sairmos pelo mundo, pregando o Evangelho, a Boa Notícia do que Jesus fez pela humanidade. Precisamos ir aos campos plantar a Semente nos corações.
2) ANTES DA CRIAÇÃO – E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse (Jo 17.5). Cristo Se despiu da prerrogativa de Filho de Deus para vir à Terra nos libertar das garras do maligno, tornando-Se igual a nós, exceto no pecado de Adão que nos dominava (Hb 4.15). Jesus é o Cordeiro de Deus que padeceu por aquilo que nos separava do Pai. Por isso, temos muito a fazer em favor dos perdidos, como um modo de agradecer pelo que Cristo fez por nós, enquanto não somos convocados para o andar de cima, onde fica Seu Reino: Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo (Mt 25.34). Este é o tempo de nos dedicarmos à missão de resgate de vidas (Jo 9.4). Aqueles que morrem sem um encontro com Deus jamais terão uma nova oportunidade. Ajude na luta da fé contra as operações dos espíritos malignos, que seduzem tantas pessoas sem Cristo!

O Filho de Deus sabia que, morrendo por nós, pagaria pelo pecado que herdamos de Adão, permitindo-nos ser novas criaturas por meio da fé (Rm 6.23; 2 Co 5.17)
3) A GLÓRIA QUE NOS FAZ UM – E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um (Jo 17.22). Imagine o quanto Jesus estava feliz em falar com Seu Pai. O Filho é o Verbo que cumpriu todas as ordens de Deus na criação do mundo. No coração de Cristo, havia um santo propósito a nosso respeito: que fôssemos um com Ele e com o Pai.
Na eternidade, não ficaremos parados em um canto, sem nada para fazer. Nós reinaremos com Cristo e viveremos em comunhão perfeita com o Pai. Pela fé, podemos dizer que somos um com o Pai (Jo 17.21-23), embora a plenitude dessa condição só deva ocorrer no mundo vindouro, onde não haverá tentação. Jesus voltará ao nosso planeta e, quando isso ocorrer, tudo o que estiver errado na Terra será desfeito. Então, faremos coisas sob a direção santa do Pai que nunca pensamos ser possível. Cristo retornará com todo o Seu poder, que ninguém jamais viu igual. Então, Ele nos ressuscitará com corpos glorificados, o mesmo tipo de corpo que Ele passou a ter após a Sua ressurreição (1 Co 15.50-55; 1 Jo 3.2; Ap 20.4-6). O Senhor é tremendo! Que Deus seja louvado com a nossa participação na Sua obra agora!
4) GLORIFICAÇÃO NULA – Jesus respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso Deus (Jo 8.54). Pobre da pessoa que faz campanha para se apresentar aprovada diante do Senhor, pedindo que alguém interceda por ela! Isso só existe em nosso mundo corrupto. Aliás, aqueles que pensam que podem encontrar um “padrinho” capaz de influenciar o Altíssimo de modo favorável a respeito deles jamais conseguirão tal aprovação, porque as suas intenções são más. O eterno e único Deus nunca Se corromperia com meios que só promovem injustiças. O Senhor é santo em toda a Sua maneira de Ser, e isso é muito bom (Sl 145.17). Esse assunto de “padrinho” no Céu é absurdo. Somente o Pai celestial possui as bênçãos da glorificação. Ele tem as qualidades para concedê-las a quem quer. Nem o próprio Filho podia Se glorificar verdadeiramente, mas o Pai sempre O glorificou enquanto Ele estava no mundo, fazendo a obra para que aprendêssemos a cumpri-la também. O Senhor é santo e pede que também sejamos santos, ou não O veremos (Lv 20.7; Hb 12.14).
5) A QUEM DEUS GLORIFICARÁ – Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei (Sl 91.15). Leia esse Salmo, palavra por palavra, e você verá como é importante viver sob a direção da Palavra, servindo a Deus com santidade e temor, e fazendo a Sua vontade. O Senhor prometeu nos livrar e glorificar. Grande Pai é o nosso Deus! Quando pensam em pedir algo a Ele, primeiro as pessoas deveriam pesquisar na Bíblia se ela promete a bênção pretendida. Os corruptos de entendimento não são salvos nem sabem que confundem os ensinamentos do Altíssimo com as mentiras e obras pecaminosas que praticam na Terra.

A ordem é sairmos pelo mundo, pregando o Evangelho, a Boa Notícia do que Jesus fez pela humanidade. Precisamos ir aos campos plantar a Semente nos corações
Somos o melhor de Deus neste mundo, mas isso não nos dá permissão para agir com desonestidade, muito ao contrário. Quem buscar o tal “padrinho” para obter ajuda divina e obter algo que não lhe foi prometido se frustrará. Esse indivíduo se cansará de orar e procurar um jeito para convencer o Senhor e, com o tempo, verá que nada ocorreu e desanimará. É crucial compreendermos que, quando uma pessoa procede com a maior lisura, pode ser considerada gente de boa justiça, e talvez ela seja pelos nossos padrões em comparação com quem está no erro. Porém, para definir esse assunto de uma vez, medite no que o profeta Isaías disse sobre a nossa justiça: Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam (Is 64.6).
6) SUCESSO IMPORTANTE – Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos (Jo 15.8). Pensemos em alguém que consiga juntar um milhão de cristãos pelo mundo, para que orem durante um mês, pedindo ao Pai isso ou aquilo e glorificando-O com o devido louvor. Ora, se nós não produzirmos muitos frutos com a Palavra, não agradaremos a Deus. O Pai só será glorificado se a nossa produção espiritual for significativa. Do contrário, não podemos ser chamados de discípulos de Cristo. Ele nos reconhecerá como tais quando formos amplamente usados pelo Todo-Poderoso. O Mestre disse que o Pai será glorificado com os nossos frutos, e não com algo sem base que Lhe pedirmos.

Cristo retornará com todo o Seu poder, que ninguém jamais viu igual. Então, Ele nos ressuscitará com corpos glorificados, o mesmo tipo de corpo que Ele passou a ter após a Sua ressurreição
O Salvador nos deu o Seu Nome para usarmos com fé e vermos as operações do Céu (Mc 16.17). Recebemos o poder para agir conforme o Mestre fazia em situações adversas, as quais pareciam sem solução. Imitando Jesus, o qual realizou maravilhas, e usando o Seu Nome, temos condições de proceder como Ele; então, seremos Seus discípulos (Jo 14.12).
7) O PREÇO DA TRAIÇÃO – Tendo ele, pois, saído, disse Jesus: Agora, é glorificado o Filho do Homem, e Deus é glorificado nele (Jo 13.31). Judas Iscariotes era um dos discípulos de Cristo. Na ceia celebrada com Seus discípulos, o Mestre mostrou quem iria traí-Lo, tomando um bocado de pão molhado e dando-o a Judas: E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa (Jo 13.27). Aquele homem saiu para cumprir aquilo pelo qual receberia 30 moedas de prata, o preço da traição: Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata (Mt 26.14,15).
Não haveria mais demora. Judas tomou o bocado, comeu-o e saiu para cumprir sua promessa. Há pessoas que decidiram deixar o diabo entrar nelas e fizeram o que nunca deveriam ter feito. Sendo de Deus, elas mancharam a sua vida com aquilo que as levaria para o fogo eterno. Por isso, precisam se arrepender, porque estão em grande perigo. Misericórdia!

Há pessoas que decidiram deixar o diabo entrar nelas e fizeram o que nunca deveriam ter feito. Sendo de Deus, elas mancharam a sua vida com aquilo que as levaria para o fogo eterno. Por isso, precisam se arrepender, porque estão em grande perigo
8) DEUS O GLORIFICARÁ EM SI MESMO – A explicação dada por Jesus mostra que Ele e o Pai agiam como um só. A união dos dois era tão perfeita que fazia todos se admirarem. Cristo afirmou: Se Deus é glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo e logo o há de glorificar (Jo 13.32). Ciente de tudo o que Lhe aconteceria, o Mestre caminhou sereno para fazer a obra pela qual tinha vindo ao mundo. Jerusalém ficou agitada com as informações que chegavam a toda hora. Jesus foi preso e levado à casa de Anás, sogro de Caifás, o sumo sacerdote da época: Então, a coorte, e o tribuno, e os servos dos judeus prenderam a Jesus, e o manietaram, e conduziram-no primeiramente a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano (Jo 18.12,13). O Senhor foi interrogado e julgado pelo Sinédrio (conselho do judaísmo). Ele foi considerado culpado, tendo Caifás rasgado suas roupas (Mc 14.60-64). Depois, Cristo foi levado a Pilatos: E, logo ao amanhecer, os principais dos sacerdotes, e os anciãos, e os escribas, e todo o Sinédrio tiveram conselho; e, amarrando Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos (Mc 15.1).
Tudo o que era necessário para nossa salvação e glorificação foi feito. Agora, é nossa responsabilidade receber esses presentes de Deus e torná-Lo conhecido de todos.
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares


