Após entregar a vida a Jesus, mãe de cinco filhos supera relacionamento ilícito e realiza o sonho de se casar

27/07/2026

Após entregar a vida a Jesus, mãe de cinco filhos supera relacionamento ilícito e realiza o sonho de se casar

27/07/2026
Excesso de telas e falta de diálogo podem enfraquecer a conexão entre marido e mulher
Foto: Arte de Gemini AI

Por Viviane Castanheira, especial para edição digital de Graça/Show da Fé

Nem toda crise conjugal faz barulho. Em muitos casos, ela se instala de maneira silenciosa, quando marido e mulher permanecem sob o mesmo teto, mas já não compartilham a mesma conexão emocional. Segundo especialistas, esse fenômeno, chamado de “solidão conjugal” – cada vez mais presente nos lares – é uma condição alimentada por rotina acelerada, escassez de momentos de comunhão, excesso de trabalho e uso desmedido de telas.

A Pra. Betina Correia (ao lado do marido, Adriano) destaca a importância do diálogo e das decisões compartilhadas na vida a dois
Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA

Para a Pra. Betina Correia, líder do ministério de casais na Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Santo Ângelo (RS), ao lado do esposo, o Pr. Adriano Correia, a solidão conjugal começa quando o relacionamento deixa de ser construído a partir de conversa e parceria. “Casamento não é monólogo. É preciso haver diálogo e ações que beneficiem ambos. Quando isso não existe, a tendência é gerar conflitos e mal-estar no lar”, observa ela, acrescentando que o problema vai além da simples falta de conversação. “É não dar importância às necessidades do cônjuge, bem como à troca de opiniões para fazer escolhas que implicam a vida dos dois. Se faço pensando só em mim, é porque apenas dividimos o mesmo ambiente, não uma vida como casal”, define.

A Dra. Bruna Azevedo alerta: “piloto automático” pode criar um abismo emocional entre os cônjuges
Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA

A psicóloga cristã e terapeuta de casais Bruna Azevedo observa que muitos relacionamentos entram no “piloto automático”. “Entre trabalho, responsabilidades e compromissos diários, o casal deixa de investir na conversa e na convivência. Essa falta de diálogo vai criando um abismo entre marido e mulher e faz com que eles fiquem cada vez mais desconectados”, analisa a especialista, sublinhando que, quando a comunicação finalmente acontece, muitas vezes, já está carregada de cobranças, frustrações e apontamentos mútuos.

A Dra. Alessandra Hajek diz que pequenas atitudes diárias fortalecem os vínculos conjugais
Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA

Estudiosos do tema garantem que, apesar dos desafios a serem enfrentados, a reconexão é possível. A psicóloga cristã Alessandra Hajek, especialista em relacionamentos, destaca que atitudes simples podem fortalecer os vínculos, como fazer refeições sem celular, reservar momentos para conversar sobre sentimentos, ouvir com atenção e expressar gratidão. De acordo com ela, a intimidade emocional precisa ser cultivada intencionalmente. “Muitos casais deixam de conhecer as transformações que acontecem no parceiro ao longo dos anos porque param de conversar como faziam no início da relação”, avalia Hajek, frisando que uniões saudáveis são construídas diariamente por meio da atenção, do cuidado e da disposição de continuar escolhendo o outro, mesmo em meio às demandas da vida. “Casamento saudável não nasce pronto: é fruto de investimento de tempo e dedicação”, resume.

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