
Fé digital? Especialistas afirmam que era virtual estaria moldando as vivências dos jovens com Deus
09/04/2026
LUCROS DA SALVAÇÃO
Quando entendemos o Evangelho e recebemos o Filho de Deus como Salvador e Senhor, assumimos o nosso lugar como eleitos pelo Altíssimo. Pedro explicou essa verdade ao povo que presenciou a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes. Até então, ninguém sabia que podia ser salvo da ira vindoura, mas, vendo os discípulos falando em outras línguas, ouvindo o apóstolo ministrar um poderoso sermão e sentindo a convicção do Espírito Santo, o qual os convencia dos seus pecados, reagiram como deveriam: Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? (At 2.37). Ao vermos o Senhor operar, a mesma curiosidade é despertada em nós.
Pedro resumiu a resposta a quem o questionou acerca de como proceder para ser salvo e liberto do reino do pecado: E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo (At 2.38). Aqueles que desejam se tornar filhos de Deus devem tomar três direções: arrepender-se, ser batizado nas águas e receber o dom do Espírito Santo. O arrependimento é maior do que o remorso sentido após praticarmos algo errado. É a convicção vinda do coração de que precisamos ser perdoados, tanto que, em seguida, clamamos pelo perdão do Senhor. O batismo é realizado pela imersão nas águas; afinal, a palavra batismo, no original grego, língua falada nos dias dos apóstolos, significa mergulho. Ao ser imersa nas águas batismais, a pessoa morre para o mundo e passa a viver com a dignidade de um filho de Deus para executar a obra dos Céus (Rm 6.4). Além desse batismo, o salvo precisa receber também o batismo no Espírito Santo, a fim de ser usado nas habilidades concedidas pelo Altíssimo para O honrarmos (At 1.8).

Quando entendemos o Evangelho e recebemos o Filho de Deus como Salvador e Senhor, assumimos o nosso lugar como eleitos pelo Altíssimo. Pedro explicou essa verdade ao povo que presenciou a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes
PROMESSA PARA TODOS – O apóstolo Pedro continuou ensinando às pessoas que almejavam saber mais de Deus: Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar (At 2.39). O Senhor é maravilhoso, pois, além de nos dar a salvação, a qual nos fará viver na Sua casa para sempre, inocenta-nos dos erros passados – muitos dos quais já havíamos perdido a conta – e nos dá a autoridade para sermos instrumentos do Seu Espírito em nove operações. Podemos dividi-las nos seguintes grupos: três dons de inspiração, três de revelação e três de poder. Vejamos cada divisão resumidamente:
1) DONS DE INSPIRAÇÃO
A) Falar em línguas – Habilidade para falar nos idiomas humanos ou na língua dos anjos. Esse dom fortalece o nosso espírito, pois não sabemos orar como convém. É o Espírito que nos habilita a falar os mistérios de Deus: E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26); Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação. O que fala língua estranha edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja (1 Co 14.2-4).
B) Interpretação de línguas – Habilidade para interpretar a oração em línguas de outra pessoa, pela unção do Espírito Santo, que revela o significado do que foi dito. Veja a orientação da Palavra: Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto (1 Co 14.13,14).
C) Profecia – Por vezes, esse dom é mal interpretado. Muitos afirmam possuí-lo e dizem que o Espírito Santo lhes deu uma mensagem para ordenar algo, como se pudessem dirigir a vida de alguém. Porém, entendemos que a profecia, na igreja, tem o propósito de consolar, edificar e exortar (1 Co 14.3). Quem exerce esse dom não é, necessariamente, “profeta” no sentido ministerial; trata-se de alguém que transmite uma palavra inspirada para aquele momento. Já o dom ministerial de profeta é um chamado e uma capacitação concedidos por Deus a alguns ministros do Evangelho (Ef 4.11).

O Senhor é maravilhoso, pois, além de nos dar a salvação, a qual nos fará viver na Sua casa para sempre, inocenta-nos dos erros passados – muitos dos quais já havíamos perdido a conta – e nos dá a autoridade para sermos instrumentos do Seu Espírito
2) DONS DE REVELAÇÃO
A) Palavra de conhecimento – Trata-se de um dom popularmente conhecido como revelação divina. Por ela, o pregador sente que males atacam uma pessoa e lhe revela qual é o problema.
B) Palavra de sabedoria – O pregador examina um versículo bíblico e logo transmite a interpretação. Ao fazer isso, normalmente ele indica a solução do problema, sem saber de nada por si mesmo.
C) Discernimento de espíritos – Esse dom é essencial para quem é usado para libertar os oprimidos por espíritos malignos. Muitas vezes, o demônio se esconde e tenta enganar o servo do Senhor, mas isso é impossível para quem é batizado no Santo Espírito.
3) DONS DE PODER
A) Dom da fé – A fé bíblica normal, necessária para orar ao Senhor, transmitir uma mensagem com unção e realizar a obra conforme a vontade divina, surge pelo ouvir a Palavra (Rm 10.17). Já o dom da fé, que podemos considerar especial, leva o cristão a tomar decisões que, aos olhos dos outros, parecem não ter sentido. Como exemplo, podemos citar Paulo no navio, ao afirmar que Deus lhe dera a vida daqueles que navegavam com ele, mesmo enquanto era um prisioneiro sendo levado para Roma. Vale a pena ler o relato da Bíblia: Havendo já muito que se não comia, então, Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó varões, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perdição. Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio. Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas! Importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo. Portanto, ó varões, tende bom ânimo! Porque creio em Deus que há de acontecer assim como a mim me foi dito. É, contudo, necessário irmos dar numa ilha (At 27.21-26).
B) Operações de maravilhas – Com essa capacidade, o pregador pode afirmar que a pessoa foi curada, além de intervir na natureza, como ocorreu com Jesus ao ordenar que o vento e o mar se aquietassem e multiplicar pães e peixes (Mc 4.39; Jo 6.9-13).
C) Dons de curar – Esse dom está no plural, porque, muitas vezes, somos usados para ministrar a cura em um grande número de doentes, com todos os tipos de enfermidade.

Entendemos que a profecia, na igreja, tem o propósito de consolar, edificar e exortar (1 Co 14.3). Quem exerce esse dom não é, necessariamente, “profeta” no sentido ministerial; trata–se de alguém que transmite uma palavra inspirada para aquele momento. Já o dom ministerial de profeta é um chamado e uma capacitação concedidos por Deus a alguns ministros do Evangelho (Ef 4.11)
A bênção da salvação, que inclui três etapas importantes – o arrependimento, o batismo nas águas e o batismo no Espírito Santo –, pertence àqueles que foram chamados pelo Senhor e aos que ainda serão: Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar (At 2.39). Por isso, podemos levar ao mundo a mensagem das Boas-Novas e crer que muitos serão convocados a participar ativamente da mesma obra da qual os apóstolos participaram. Não há acepção de pessoas para Deus (At 10.34). Creia nisso!
Devemos trabalhar para o Céu, e a casa do Senhor ficará cheia de pessoas provenientes de várias regiões para receber as dádivas compradas por Jesus. Temos muito a fazer na seara de Deus. Certamente, Ele não gostaria de ver os Seus convidados em outro local. Vamos fazer o que o Pai mandou e, quando precisarmos de ajuda, Ele a enviará na medida exata. O Altíssimo não pode ver Seus filhos agindo displicentemente na obediência a ser dedicada a Ele (Jr 48.10). Precisamos nos esforçar e ir até o fim para conduzir a Cristo aqueles que, de outro modo, serão condenados à perdição eterna. Esqueçamos as pessoas que se recusam a realizar a obra tal como Jesus fazia. Não há desculpas para ficarmos de fora do esforço que o Céu está fazendo para honrar o Salvador.

Devemos trabalhar para o Céu, e a casa do Senhor ficará cheia de pessoas provenientes de várias regiões para receber as dádivas compradas por Jesus. Temos muito a fazer na seara de Deus. Certamente, Ele não gostaria de ver os Seus convidados em outro local. Vamos fazer o que o Pai mandou e, quando precisarmos de ajuda, Ele a enviará na medida exata
VISITA A SAMARIA – Os samaritanos eram vistos com desprezo, como um povo “sem pai” – sem uma linhagem reconhecida. Quando Salmaneser invadiu o reino do Norte, levou para Nínive a elite da população e trouxe para morar em Samaria grupos de outros países. Os filhos de Jacó perderam a identidade nacional, pois seus filhos se casaram com mulheres estrangeiras. Essas uniões fizeram o país crescer sem respeitar a ordem bíblica (2 Rs 17). Por isso, não surpreende que eles misturassem a fé: diziam crer no Senhor e, ao mesmo tempo, cultuavam os deuses daquelas nações, porque foi isso que aprenderam. Resultado: em toda parte, via-se tudo de ruim ocorrendo na terra do povo de Deus. Servir ao Senhor, segundo a Lei do Céu naquela época, estava longe de ser uma realidade. Mais tarde, Jesus morreu e ressuscitou, porém isso não importou para muitos daquele lugar. Há poucos dias, o Israel moderno chamou de volta os descendentes da tribo de Dã, que haviam se espalhado até a Etiópia. Assim, depois de 2.700 anos, eles puderam retornar à terra de seus pais.
Nos tempos bíblicos, o Altíssimo chamou Filipe para ir a Samaria e anunciar Cristo aos seus moradores. Ele não foi com preconceito nem com o coração fechado para aquele povo. Pelo contrário, cheio do Espírito Santo, aproximou-se deles do mesmo modo que tinha visto Jesus fazer, e o resultado foi surpreendente, como a Palavra registra: E, descendo Filipe à cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo. E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia, pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados. E havia grande alegria naquela cidade (At 8.5-8).
Filipe era cheio do Espírito Santo e agiu seguindo o exemplo do Mestre. Ele pregou a Palavra com clareza e fé, e o povo reconheceu o verdadeiro Deus. Os demônios foram expulsos, os enfermos, curados, e o povo se alegrou com o Senhor. Se procedermos dessa maneira, também veremos as mesmas maravilhas sendo realizadas. Filipe colheu os lucros da salvação naquele lugar. Vamos fazer a mesma obra?
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares


