
Envelhecimento saudável
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Benefício do alho
Pesquisadores japoneses descobriram uma substância que pode manter a força e a saúde muscular durante o processo de envelhecimento. Retirada do extrato de alho envelhecido (foto ilustrativa), a S-1-propenil-L-cisteína (S1PC) é um composto bioativo natural que atua na comunicação entre o cérebro e os tecidos periféricos. Segundo um estudo publicado na revista acadêmica norte-americana Cell Metabolism, ele ativa os mecanismos relacionados ao metabolismo celular, estimulando indiretamente os músculos por meio do sistema nervoso. Os resultados indicam importante potencial na manutenção da força, que se torna frágil em decorrência do avanço da idade. O próximo passo da pesquisa será a realização de ensaios clínicos com pessoas idosas. A expectativa é de que o extrato de alho envelhecido ou a molécula isolada possa, futuramente, ser aplicado no desenvolvimento de um suplemento alimentar voltado à saúde muscular e à prevenção de doenças. (Patrícia Scott com informações de Veja)

Alerta global
A ineficácia dos antibióticos (foto ilustrativa) contra bactérias é uma ameaça à saúde global. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada seis infecções bacterianas confirmadas em laboratório apresenta resistência a medicamentos naturais ou sintéticos usados para tratá-las e, portanto, capazes de inibir o crescimento ou causar a morte de bactérias. O problema pode comprometer o tratamento de doenças – entre elas, pneumonia, tuberculose e salmonelose [infecção alimentar] – e dificultar a realização de cirurgias e procedimentos oncológicos, como a quimioterapia. A OMS alerta que o uso excessivo de antimicrobianos em pessoas, animais e na produção de alimentos contribui para esse cenário. Globalmente, bactérias resistentes estão associadas a mais de 1 milhão de mortes por ano. Especialistas acrescentam que a automedicação e o uso de remédios vencidos também favorecem a resistência, aumentam as complicações, podem prolongar internações e elevar o risco de óbito. (Patrícia Scott com informações de Jornal da USP)

Cérebro protegido
Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) acompanhou, por dois anos, pessoas idosas com maior risco de desenvolver demência e avaliou o impacto de hábitos saudáveis na preservação da saúde cerebral delas. Ao analisar os resultados, os cientistas descobriram que os participantes que adotaram uma alimentação equilibrada, praticaram exercícios (foto ilustrativa), realizaram treinamento cognitivo e controlaram fatores de risco vascular apresentaram melhora global da cognição 25% maior que o grupo de controle (conjunto de voluntários de um experimento científico que não recebe instruções dos estudiosos). Além disso, as funções executivas avançaram 83%, e a velocidade de processamento cerebral aumentou 150%. Os cientistas lembram que o envelhecimento pode provocar perda de neurônios, redução das conexões entre eles e alterações hormonais, mas outros fatores podem prejudicar a cognição, como: sedentarismo, sono insuficiente, tabagismo, álcool em excesso, estresse, obesidade, hipertensão, depressão, ansiedade e traumatismos. (Patrícia Scott com informações de CNN Brasil)

