
Recuperação milagrosa
19/09/2026
Fotos: Arquivo pessoal – modificada por IA
Por Marcelo Santos
O câncer de mama é a principal causa de morte entre mulheres no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), ocorrem mais de 20 mil óbitos por ano (média superior a 48 mortes por dia). A maior parte dos casos rastreados (66%) é de mulheres com 50 anos ou mais; já na faixa etária entre 40 e 49 anos, o percentual cai para 26%. Prestes a completar 50 anos, a diarista Lusineide Almeida Silva Andrade (hoje com 59 anos) recebeu, em 2016, o diagnóstico de um câncer de mama agressivo. Casada, mãe de três filhos e moradora de Aparecida de Goiânia, viu sua vida mudar quando o médico a alertou da gravidade de seu quadro de saúde e da necessidade de iniciar o tratamento imediatamente. “Era um carcinoma invasivo”, informa ela, referindo-se ao tipo da doença, o qual rompe a camada de origem do tumor e se espalha para os tecidos vizinhos, exigindo intervenção rápida para aumentar as chances de controle da doença.
Na época, Lusineide sentia um grande vazio espiritual. “Estava afastada de qualquer comunidade evangélica há mais de oito anos por causa de uma decepção pessoal”, conta a trabalhadora. Porém, ela decidiu fazer uma oração que mudaria o rumo da sua história: “Pedi ao Senhor que me direcionasse a uma igreja na qual pudesse congregar e buscar a presença dEle”. A resposta veio de modo simples, quando caminhava na região do seu trabalho, em Goiânia (GO). “Por onde eu passava havia uma Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD). Fui andando e, de repente, olhei e entrei”, testemunha. Era uma terça-feira e não havia culto naquele momento, mas aquele passo representou um recomeço. No domingo seguinte, Lusineide retornou àquela Igreja e ouviu uma mensagem bíblica que mudou a sua trajetória: Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados (Is 53.5). “Aquelas palavras foram como refrigério. No mesmo instante, pensei: ‘Então, eu vou ser curada’.”

Foto: Arquivo pessoal
Saúde restaurada – Entre as consultas, internações e os desafios impostos pelo tratamento iniciado em maio de 2016 no Hospital América, na capital goiana, ela encontrou na fé forças para enfrentar um dos períodos mais difíceis de sua vida. Aquela longa jornada de cuidados médicos se estendeu até novembro de 2017 e foi marcada por diferentes etapas. “Buscava o Senhor, e Ele me fortalecia. Dessa maneira, fiquei confiante de que seria abençoada com a cura”, recorda-se Lusineide, sempre apoiada pelo marido, o torneiro mecânico José Antônio de Andrade, 59 anos, que, muitas vezes, ficava mais abalado do que a própria esposa diante daquela situação. “Fiquei desnorteado com a notícia. Mas ela se manteve mais forte do que eu e, inclusive, me acalmava, dizendo que daria tudo certo”, confidencia ele, enfatizando que buscava entender o que estava acontecendo. “Comecei a pesquisar, mas as informações que obtinha me deixavam com muito medo.”
Durante aquele período, Lusineide conheceu outras mulheres que enfrentavam a mesma doença. Elas criaram vínculos, dividiram esperanças, mas muitas não resistiram. Uma dessas perdas deixou marcas profundas em Lusineide. “Ela me animava com palavras positivas. Foi muito dolorido, mas eu não podia me deixar abater”, atesta a diarista, que, naquele ambiente de dor e incerteza, lia a obra Como tomar posse da bênção (Graça Editorial), escrita pelo Missionário R. R. Soares, que se tornou um divisor de águas. “Li uma, duas, três vezes, e não entendia. Era uma confusão na minha cabeça”, reconhece. Até que, um dia, ela decidiu fazer diferente. “Quando li com o coração, senti, verdadeiramente, a presença do Todo-Poderoso, e tomei posse da bênção naquele momento, sentindo a unção do Espírito Santo sobre a minha vida”, garante.
Aquela experiência transformou a forma como Lusineide enfrentava a enfermidade, a ponto de a esperança dar lugar à certeza de que ficaria totalmente sarada. “Determinei a minha cura, declarando a Deus que não aceitava nenhum tipo de câncer no meu corpo e que, a partir daquele momento, estava livre daquilo”, lembra-se a diarista. Os exames confirmaram o que ela declarara aos pés do Criador: o carcinoma não se espalhou. O tratamento foi concluído e a tão sonhada vitória, alcançada.
Dez anos depois, ela segue realizando exames de rotina anualmente, os quais sempre indicam bons resultados. “Às vezes, o diabo lança umas setas para me desanimar, mas a minha fé está firmada no Altíssimo”, sublinha ela, que congrega na Igreja da Graça no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia (GO), ao lado do marido, que, após o milagre, rendeu-se a Jesus. “O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará”, prega Lusineide, citando o Salmo 23.1, confiante de que sua história de superação é um testemunho poderoso de reencontro com o Pai, o único capaz de suprir todas as nossas necessidades.


