Ataque à igreja

21/07/2026

Ataque à igreja

21/07/2026

R.: Na prática, nenhuma. Todas essas palavras servem como tradução em português para o termo berith, em hebraico, ou diatheke, em grego. Referem-se à comunhão que Deus deseja ter com o ser humano, criado à Sua imagem e semelhança. Trata-se de algo similar a um acordo, uma parceria, como diríamos hoje. Um exemplo disso está em Jeremias 30.22 (ARA): Vós sereis o meu povo, eu serei o vosso Deus. Em Gênesis 15, temos o curioso relato de Abraão cortando corpos de animais e dispondo as metades sobre um altar, em devoção ao Senhor. Essa era uma forma de estabelecer aliança naquele tempo, tanto que a expressão e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra (v. 10)remete, no original, a estabelecer aliança, fazer um pacto, um contrato extremamente solene. No capítulo 17, o Todo-Poderoso formaliza a Aliança com Abraão e institui a circuncisão, ritual em que se corta o prepúcio. Esse seria o sinal da Aliança de Deus com Seu povo, os descendentes de Abraão. Na Nova Aliança, o que é cortado é o véu do templo – a separação entre o Altíssimo e o Seu povo – criado pela fé em Jesus (Mc 15.37,38).

R.: É o tempo inaugurado pelo nascimento de Jesus em Belém (Jo 1.16,17). Portanto, trata-se da dispensação que estamos vivendo, a última antes da segunda vinda do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Quando Ele aparecer nas nuvens, a Era da Graça terminará, o que significa que o destino eterno de cada pessoa desde Adão não mais poderá ser mudado (Mt 25.31-46). Antes do nascimento do Messias, vivia-se a Era da Lei, por meio da qual Deus revelou Seu caráter e Sua vontade. Naturalmente, ninguém podia (como não pode) cumprir todos os desígnios da Lei divina, posto que todos já nascemos com a semente do mal plantada em nosso coração (Sl 51.5; Rm 3.23). Por essa razão, no tempo da Lei, havia um complexo sistema de sacrifícios para, entre outras coisas, a cobertura dos pecados com o sangue de um animal puro e inocente. Com a chegada do Salvador, Deus revelou a Si mesmo, e não apenas Seu caráter e Sua vontade (Jo 1.18). Revelou-Se como Pai que ama incondicionalmente e fez tudo para resgatar os seres humanos da maldição do pecado, a fim de torná-los Seus filhos (Jo 1.1-14; 3.16-21; 1 Tm 2.3-6; 2 Pe 3.9; 1 Jo 2.2). Quem ouvir o Evangelho, arrepender-se de seus pecados e passar a confiar na direção do Senhor revelada em Sua Palavra será salvo e herdará a vida eterna (Jo 5.24). Essa é a síntese da Era da Graça.


Foto: Arquivo Graça / Marcos AC

R.: Todos que acompanham nosso ministério já me viram falar diversas vezes que quem tem chamada precisa se preparar. Isso não significa, necessariamente, estudar Teologia em um seminário, o que pode ser bom, mas esse preparo requer muito mais envolver-se pessoalmente com Deus e Sua Palavra. Assim, o apóstolo Paulo exorta seu discípulo: Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem(1 Tm 4.15,16). Basta uma rápida leitura dos versículos precedentes e posteriores para entender que Paulo está tratando do ministério na igreja, mais exatamente de como o jovem Timóteo deveria agir ao se preparar devidamente para tão excelente obra (1 Tm 3.1). Portanto, o estudo acurado é muito importante e útil, desde que precedido e acompanhado de uma busca zelosa e constante pelo Senhor, pelo Seu poder e, acima de tudo, pela Sua vontade. Ora, se isso vale para todos que levam Deus a sério, quanto mais para quem tem chamada ministerial.

R.: São termos teológicos criados para designar o que os autoproclamados eruditos das ciências divinas denominam a relação entre Deus e homem na dinâmica da salvação. Como tenho demonstrado nesta coluna, há uma dificuldade tremenda da parte dos sábios deste mundo em aceitar a simplicidade das Escrituras Sagradas, pois, quase sempre, falta-lhes a fé, que vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17). Na visão monergista, Deus é o único agente na salvação, isto é, Ele escolhe soberanamente as pessoas que deseja levar para o Céu e age no coração delas com Sua graça, que eles chamam de irresistível. Essa graça, então, gera arrependimento pelo pecado e fé no sacrifício de Jesus. Em outras palavras, o Criador é o único responsável pela salvação dos eleitos, levando-os compulsoriamente a crer no Evangelho. Os monergistas usam Romanos 8.30-39 à exaustão, mas deliberadamente ignoram ou dão uma explicação esdrúxula para o versículo 29. O sinergismo, por outro lado, entende a obra de salvação como as Escrituras ensinam. Cabe ao homem, ao ouvir o Evangelho, arrepender-se e crer na maravilhosa obra realizada em seu favor no Calvário. Assim, a salvação é elaborada e realizada pela Santa Trindade, mas só se torna efetiva com a participação do homem, pois cabe somente a ele aceitar ou rejeitar o presente que Deus lhe oferece apenas por amor (Jo 3.16-21,36).

R.: A principal característica do Pacto feito no Sinai é a Lei mosaica. Logo após o Senhor tirar Seu povo da escravidão egípcia, conduziu-o miraculosamente ao mesmo monte em que aparecera a Moisés (Êx 3.1-12). Ali, estabeleceu com Israel Sua Aliança, calcada na Lei que Ele mesmo deu a Moisés, cuja essência está nos Dez Mandamentos (Êx 20). A Aliança em si consistia no fato de o Senhor abençoar e proteger plenamente Israel, que, por sua parte, adoraria apenas a Deus e guardaria Seus estatutos, preceitos e mandamentos. Em pelo menos duas passagens, as Escrituras Sagradas definem e resumem a Antiga Aliança: Levítico 26 e Deuteronômio 28. Esses textos mostram que Israel seria uma nação única no mundo, blindada contra todo tipo de mal e próspera, a ponto de despertar o interesse das outras nações pelo Deus de Israel. Bastava tão somente aos hebreus obedecer, isto é, perseverar na fidelidade à Aliança, e todas as bênçãos prometidas estariam garantidas. Por outro lado, o Pacto também estabelecia, na mesma medida, punição severa no caso de infidelidade. Assim como a obediência traria bênçãos, a desobediência implicaria maldição. Como sabemos, Israel não foi fiel; pelo contrário, teve dificuldades absurdas para ter o Senhor como único Deus verdadeiro, atraindo, assim, as maldições previstas na Aliança. Em Cristo, contudo, a maldição da Lei é quebrada, pois Ele a tomou sobre Si e sofreu o castigo da infidelidade em nosso lugar (Is 53.4-6; Gl 3.10-14). Como tenho repetido várias vezes nesta coluna, a epístola aos Hebreus mostra como todos os preceitos e rituais da Antiga Aliança apontavam profeticamente para a obra da salvação realizada por Jesus, o Cordeiro de Deus que, em Seu sangue, estabeleceu a Nova Aliança, fundamentada na fé nEle (Lc 22.20; 1 Co 11.25).


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