Novo nascimento
17/04/2026
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Aumento de casos de burnout evidencia a necessidade de cuidado integral

Rotina intensa e sem pausas tem levado milhões de profissionais ao esgotamento físico e emocional
Foto: Jadon Bpeopleimages / Adobe Stock

Por Viviane Castanheira, especial para edição digital de Graça/Show da Fé


O Brasil enfrenta um avanço preocupante da síndrome de burnout, doença ocupacional que afeta quem enfrenta rotinas (quase ilimitadas) de trabalho. De acordo com a International Stress Management Association (ISMA), o burnout afeta 32% dos profissionais brasileiros – o segundo maior percentual de casos do mundo, ficando atrás apenas do Japão (33%).

Tereza Barcellos Vaz fala dos sinais do burnout e afirma ser fundamental buscar o equilíbrio
Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA

Definido como um estado de exaustão física e emocional ligado à atividade laboral, o burnout vai muito além do simples cansaço. O quadro pode surgir com insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, queda na motivação, dores no corpo, entre outros. “A pessoa pode chegar a um estágio de ‘desligamento’, em que parece não conseguir mais responder aos estímulos do dia a dia”, explica a psicóloga e palestrante Tereza Barcellos Vaz.

A especialista reforça que é essencial observar os próprios limites e buscar equilíbrio entre as dimensões emocional, mental e física, especialmente no ambiente de trabalho. “Quando a pessoa percebe que está direcionando sua energia quase exclusivamente para atividades profissionais, deixando de lado a vida pessoal, a família e os momentos de lazer, é necessário ligar um sinal de alerta”, observa Barcellos, acrescentando que fazer pequenas pausas ao longo do dia favorece o autoconhecimento e ajuda no ajuste de rota. “Escute-se, respeite-se e cuide de si”, orienta.

A Pra. Elenice Pedroso destaca a importância do acolhimento e do cuidado espiritual diante do esgotamento
Foto: Arquivo pessoal

Do ponto de vista cristão, a solução está no cuidado integral do ser humano. É o que pensa a terapeuta cristã e pastora Elenice Pedroso, da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Gravataí (RS). Para ela, o primeiro passo é acolher sem julgamentos quem enfrenta essa síndrome. “O pastor deve criar um ambiente seguro, para que a pessoa possa expressar sua dor”, diz a ministra, destacando que muitos se sentem culpados por parar em função do problema, acreditando que buscar ajuda seria sinal de fraqueza espiritual. “Na verdade, o cuidado faz parte da vida em comunhão”, diz ela, citando a ordenança paulina aos gálatas: Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo (Gl 6.2). “A Bíblia nos mostra que trabalhar é importante, mas descansar também é. Ignorar isso é desobedecer a um princípio divino”, conclui a pastora.

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