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Hábitos benéficos

Foto: AI Art / Gerado com IA / Adobe Stock


Adolescentes norte-americanos com maior adesão à dieta mediterrânea apresentaram menor prevalência de miopia, conforme estudo publicado no periódico científico britânico British Journal of Nutrition. De acordo com os pesquisadores, esse padrão alimentar, pautado no consumo regular de frutas, vegetais, peixes, grãos integrais e gorduras insaturadas (como o azeite de oliva), seria um possível aliado da saúde ocular. Os autores fazem questão de dizer que os resultados indicariam uma associação, mas não uma relação direta de causa e efeito.

Rica em nutrientes, com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, além de conter ácidos graxos essenciais, a dieta mediterrânea contribui para a manutenção das estruturas dos olhos. Na opinião da oftalmologista Isabela Porto, do Centro Brasileiro da Visão (CBV), em Brasília (DF), a alimentação deve ser entendida como parte de um cuidado mais amplo. A saúde ocular resulta de uma interação complexa entre fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Embora o controle do tempo de tela e a exposição à luz natural sejam pilares na prevenção da miopia, evidências científicas recentes apontam a nutrição como um importante complemento, diz a especialista, lembrando que se alimentar de maneira correta é parte de um conjunto de outros hábitos benéficos, como a prática regular de atividade física e o tempo de permanência ao ar livre. (Patrícia Scott com informações de IG Saúde)



Nova alternativa

Foto: ReadyAtTheEase / Peopleimages / Adobe Stock


Cientistas da Stanford Medicine, nos Estados Unidos, identificaram uma estratégia para incentivar a regeneração da cartilagem que se deteriora com o envelhecimento. O grupo avaliou um método capaz de inibir uma proteína associada à progressão da artrite [inflamação das articulações] e obteve resultados promissores tanto em testes com animais quanto em amostras de tecido humano. O achado provocou grande interesse já que os tratamentos disponíveis hoje não conseguem restaurar a cartilagem danificada. Nessas situações, a solução é a colocação de próteses.

Com essa nova abordagem, os pesquisadores acreditam que, no futuro, será possível intervir antes que a articulação perca totalmente sua função e que haja aumento das dores. A técnica também teria potencial para se tornar um tratamento simples, administrado por meio de comprimidos ou injeções. Os estudos mostraram que, ao bloquear a proteína 15-PGDH, ligada ao envelhecimento, a região afetada passa a apresentar capacidade de recuperação. Essa proteína tende a aumentar naturalmente com a idade, acelerando o desgaste das articulações e reduzindo a ação de substâncias responsáveis pelo reparo dos tecidos. Caso os resultados se confirmem, será possível tratar a artrite de modo mais precoce, diminuindo a necessidade de cirurgias para implante de próteses no joelho ou no quadril e substituindo esses procedimentos invasivos por uma nova alternativa de cuidado e tratamento. (Patrícia Scott com informações de Metrópoles Saúde)


Padrão real

Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA

Cinco minutos com o
Dr. Marco Aurélio Guidugli

Por Patrícia Scott

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o Brasil realiza mais de 2 milhões de cirurgias plásticas por ano, liderando o ranking mundial em números absolutos em procedimentos, como lipoaspiração, implantes de silicone e abdominoplastia. No entanto, como todo procedimento cirúrgico, há riscos. Nesta entrevista, o cirurgião plástico Marco Aurélio Guidugli falou à Graça/Show da Fé sobre a necessidade de se buscar um profissional habilitado, com formação reconhecida e atuação ética, e abordou os impactos gerados na mente e no físico dos pacientes que passam por essas intervenções cirúrgicas.

De que forma a cirurgia plástica se insere na sociedade nos dias atuais?

A cirurgia plástica, quando bem indicada, deixa de ser apenas uma questão estética: passa a integrar um cuidado mais amplo, que envolve autoestima, saúde emocional e qualidade de vida.

Ainda existe muito preconceito em relação à cirurgia plástica, sempre associada apenas à vaidade. Por quê?

Corpo e mente estão ligados. Quando um incômodo físico afeta a autoconfiança ou o convívio social, há impacto emocional, e a cirurgia plástica pode ajudar no equilíbrio psicológico.

De que maneira questões estéticas podem impactar o bem-estar emocional do paciente?

Muitos convivem por anos com desconfortos silenciosos, como vergonha do corpo e limitações sociais, o que pode gerar baixa autoestima, isolamento e ansiedade.

Quais cuidados são essenciais para que alguém possa decidir, com segurança, que é chegada a hora de passar por uma cirurgia plástica?

A decisão precisa ser consciente, sem pressões externas. Avaliam-se a saúde física e emocional, a estabilidade do peso e a compreensão de que os resultados são progressivos, exigindo respeito ao tempo de recuperação e ao pós-operatório.

A cirurgia plástica pode resolver conflitos emocionais profundos?

Não, mas pode aliviar incômodos que afetam a autoestima. Por isso, o preparo emocional e o diálogo franco são essenciais.

Como o senhor define a relação entre corpo, mente e bem-estar?

Eles caminham juntos. A saúde mental ganha mais espaço, e a cirurgia plástica passa a ser vista como parte de um cuidado integral, que respeita limites e individualidades. Para muitas pessoas, cuidar do corpo também é uma forma de cuidado da mente, desde que a decisão seja consciente e segura.


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