
Outubro Rosa: diagnóstico precoce é fundamental
06/10/2026
Por Viviane Ferreira, especial para edição digital de Graça/Show da Fé
A infância é uma fase decisiva para a formação cristã. Segundo pesquisa da Associação Nacional de Evangélicos (NAE, a sigla em inglês), dos Estados Unidos, 63% dos cristãos entrevistados assumiram seu compromisso com Jesus antes dos 15 anos. Observadores afirmam que este dado ajuda a compreender a importância da evangelização infantil, um trabalho que vai além das histórias bíblicas contadas durante os cultos, pois busca acompanhar as crianças em seu crescimento espiritual.
Na Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD), o ministério Crianças Que Vencem (CQV) desenvolve esse trabalho de evangelismo por meio de atividades que aproximam os ensinamentos bíblicos da realidade infantil. Para Lucilene Silva, a Tia Lu, líder do ministério infantil da Igreja da Graça em Jundiaí (SP) e co-apresentadora do programa CQV na TV, a missão é ajudar os pequenos a descobrir seu lugar na obra do Senhor. “Quando nós colocamos a Palavra de Deus no coração do pequenino, ele entende que pode ser uma bênção pelo talento e pela vida dele, onde estiver.”

Foto: Arquivo pessoal
Segundo Tia Lu, quem ensina também precisa estudar. Esse é o motivo de a IIGD oferecer o curso Aprendendo Mais para Ensinar Melhor (AMEM), organizar congressos e realizar capacitações anuais de forma a proporcionar orientação bíblica e didática às voluntárias do CQV. “Aprendemos sobre o que está acontecendo hoje, a trabalhar com famílias atípicas e a com crianças com alguma deficiência visual ou física. A tia aprende para ensinar melhor os pequeninos”, explica Lucilene.
No entanto, de acordo com a Tia Lu, mesmo com esse preparo, um dos desafios é manter a criançada concentrada em meio à concorrência das distrações modernas, como as telas de smartphones e tablets. “Quando conseguimos colocar foco no coração do pequenino, aí sim ele consegue ter uma vida cheia da presença de Deus”, afirma a líder, que lança mão de ferramentas cristãs, como a revista Turminha da Graça, os louvores infantis e o conteúdo bíblico adaptado para a meninada, a fim de semear a Palavra.

Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA
Ensinar uma geração acostumada a vídeos curtos, jogos e celulares, entretanto, exige novas abordagens. É o que pensa Gabriela Marta Pinto, a Tia Gabi, líder estadual do CQV em Mato Grosso. Ela avalia que os conteúdos digitais disponibilizados na web influenciam bastante no interesse da criançada pelas aulas. “Muitas vezes, as crianças acham o (nosso) conteúdo chato, pois suas mentes estão acostumadas a todos aqueles estímulos rápidos e diários”, reconhece ela, acrescentando que, para despertar a atenção dos pequenos, as equipes recorrem a dinâmicas e recursos pedagógicos sem jamais abandonar o ensino das Escrituras. O acompanhamento da criançada, porém, não pode nem deve terminar na sala de aula da igreja. Segundo Tia Gabi, a participação da família é fundamental para que esse trabalho de semeadura espiritual dê frutos. “A formação iniciada na infância precisa encontrar apoio dentro de casa. O evangelismo de crianças deve ser entendido como parte da formação das próximas gerações, para que tenhamos uma base sólida”, defende.


