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Foto: Diego Cervo / Adobe Stock
Por Viviane Castanheira, especial para edição digital de Graça/Show da Fé
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgados no fim de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram uma situação preocupante: crianças e adolescentes brasileiros têm experimentado drogas lícitas e ilícitas cada vez mais cedo – em alguns casos, antes dos 13 anos.

Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA
O problema, segundo especialistas, expõe fragilidades na formação emocional. É o que pensa o psiquiatra Leandro Lemos, que tem mais de seis anos de atuação no tratamento de dependência química em adultos e adolescentes. “A adolescência é um momento de grande pressão social. É nessa fase que o indivíduo começa a construir sua visão de mundo e sua identidade, e, nesse momento, ele é naturalmente mais influenciável pelos pares”, afirma.
Para o psiquiatra Edson Miyazato, especialista em Neurociências e membro do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC), o consumo de drogas começa antes mesmo do primeiro contato com elas. “O início precoce está ligado a uma combinação de vulnerabilidades individuais, transtornos mentais não tratados, ambientes familiares disfuncionais e exposição social ao risco”, observa.

Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA
Segundo Miyazato, os sinais de alerta exigem atenção da família e de toda a sociedade. Em sua opinião, a identificação precoce do risco é um dos fatores mais importantes para prevenção do uso de drogas na adolescência. “Dados recentes mostram que muitos jovens usam substâncias com o objetivo de regular emoções difíceis, como ansiedade, irritabilidade, preocupação excessiva e lembranças dolorosas”, explica.

Foto: Arquivo pessoal
De acordo com lideranças evangélicas, a igreja desempenha papel fundamental na identificação do problema e no aconselhamento. É o que prega o Pr. Nailson Silva, líder do JQV Teens no Amazonas, para quem a convivência com outros jovens no templo funciona como uma proteção. “Sempre ensinamos, de maneira bíblica, o que é certo e errado, porque muitos não têm esse diálogo em casa”, relata o ministro, destacando que o acompanhamento próximo faz diferença na formação da juventude. “A presença familiar e pastoral e a orientação espiritual desde cedo são fundamentais”, conclui.


