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Foto: Aubriella / Gerada com IA / Adobe Stock
Por Viviane Castanheira, especial para edição digital de Graça/Show da Fé
A dificuldade de construir relacionamentos duradouros deixou de ser apenas uma questão individual e passou a preocupar governos ao redor do mundo. No Japão, por exemplo, uma cidade da província de Kochi decidiu subsidiar aplicativos de namoro para incentivar encontros entre jovens adultos devido à queda acentuada da taxa de natalidade e ao aumento da solidão entre a população.
O cenário japonês chama a atenção para um problema crescente em vários países: pessoas cercadas de conexões virtuais, mas emocionalmente distantes umas das outras. Segundo especialistas, o individualismo, as frustrações afetivas e o medo de sofrer têm levado homens e mulheres a evitarem vínculos profundos, buscando cada vez mais o isolamento.

Foto: Arquivo pessoal
A psicóloga clínica e pastora Regiane Cardozo observa que muitas pessoas desenvolveram uma espécie de autossuficiência emocional. “Elas acreditam que expor sentimentos é sinal de fraqueza”, explica, acrescentando que a rotina acelerada e o medo de reviver frustrações contribuem para a construção de relações superficiais e descartáveis.
De acordo com a especialista, um relacionamento maduro não significa ausência de conflitos, mas possibilita que os indivíduos tenham capacidade de lidar com eles sem destruir o vínculo. “Muita gente entra em relacionamentos porque não suporta o vazio de estar consigo mesmo”, observa Regiane, a qual faz um alerta: “Nenhum aplicativo vai preencher um vazio interno. Sem maturidade emocional, a tendência é a pessoa repetir relações superficiais”, ensina, deixando claro que o problema não está na ferramenta, e sim na motivação emocional de quem a utiliza.
Diante dessa realidade, muitas igrejas têm buscado criar espaços de convivência saudável, como encontros de solteiros, cultos temáticos, almoços e momentos de integração. Líderes cristãos esclarecem que, mais do que promover essas aproximações, é fundamental dedicar tempo ao aconselhamento pastoral, ao fortalecimento emocional e à vivência prática dos princípios bíblicos.

Foto: Arquivo pessoal
Para o Pr. Josias Cruz, líder regional da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) no Méier, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), a base de um relacionamento sólido continua sendo a Palavra. “Não é possível ter um casamento bem estruturado sem que esse casal esteja unido no Evangelho”, afirma Josias, mais conhecido como o “pastor do amor”. Ele lembra que presentes, viagens e momentos agradáveis não sustentam uma união sozinhos. “Já vi casamentos terminarem mesmo tendo tudo isso, pois faltava o principal: o envolvimento do casal com a Palavra de Deus”, conclui Cruz, citando o texto de Eclesiastes 4.12: E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.


