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Falha de memória
Fazer captura de tela para guardar informação pode, paradoxalmente, afetar a memória. É o que revela um estudo da Universidade de Binghamton, no estado de Nova Iorque (EUA), publicado na revista científica Memory & Cognition. Na pesquisa, um grupo de participantes observou obras de arte e, em alguns testes, fizeram capturas de imagens dos quadros antes de responder às perguntas dos cientistas. De acordo com os estudiosos, quem salvou as imagens apresentou mais dificuldade para recordar o conteúdo, mesmo gastando mais tempo de observação. Uma hipótese é que, ao saber que a informação está armazenada no celular, a pessoa reduza o esforço para memorizá-la. O efeito também pode estar relacionado à interrupção da experiência para fazer o registro. Os pesquisadores ressaltam, porém, que essas capturas podem ser úteis quando feitas de modo intencional para posterior consulta. No entanto, eles recomendam: anotar o que se vê favorece a memória justamente por exigir seleção e organização das informações. (Patrícia Scott com informações de G1)

Sono saudável
Um estudo divulgado recentemente pela Universidade Federal do Ceará (UFC) evidencia a importância da qualidade do sono na infância. A pesquisa, que acompanhou 278 crianças de 18 a 24 meses, constatou que dormir mais à noite está associado a melhores indicadores de cognição, linguagem, habilidades motoras e desenvolvimento socioemocional. Os cientistas explicam que, durante o sono, o cérebro atua na consolidação das memórias, na reorganização das conexões neurais e nos processos de aprendizagem. Para crianças de um a dois anos, a recomendação é dormir de 11 a 14 horas diárias. Além da duração, os pais também devem observar sinais de sono inadequado: despertares frequentes, agitação, respiração pela boca, irritabilidade, dificuldade de concentração e alterações emocionais. Os estudiosos lembram que manter horários regulares para dormir e acordar também contribui para uma rotina saudável. (Patrícia Scott com informações de Correio Braziliense)

Doação segura
As regras para doação de sangue no Brasil foram alteradas pelo Ministério da Saúde. Por meio da Portaria GM/MS nº 11.685/2026, ficou estabelecida a redução de alguns prazos para doar, a partir de 30 de dezembro (90 dias após a publicação oficial, ocorrida em 30 de setembro). Após tatuagem, piercing ou maquiagem definitiva, o intervalo passou para quatro meses quando não houver comprovação de segurança; se o procedimento for considerado seguro, sete dias. Piercing na boca, por exemplo, exige espera de quatro meses após a colocação ou retirada — mesmo período para endoscopia e colonoscopia. Em casos de cirurgia bariátrica, após seis meses. Pessoas curadas de alguns tipos de câncer, ou em remissão, podem doar cinco anos após o tratamento. Quem teve chikungunya deve aguardar 30 dias e, após covid-19, dez dias. Segundo o Ministério da Saúde, a nova portaria redefine o conjunto de regulamentos técnicos relacionados ao sangue e aos procedimentos hemoterápicos no âmbito do Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (SINASAN). (Patrícia Scott com informações de Metrópoles)


