
Líderes cristãos analisam redução do testemunho público e reforçam chamado bíblico para anunciar o Evangelho
17/10/2026
Foto: Arte de Gemini AI

O juízo das sete taças (Parte 2)
Neste artigo, caro leitor, conforme prometido na edição passada, concluiremos nosso exame sobre o juízo das sete taças, agora falando da quinta, da sexta e da sétima taças.
A QUINTA TAÇA – E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e os homens mordiam a língua de dor. E, por causa das suas dores e por causa das suas chagas, blasfemaram do Deus do céu e não se arrependeram das suas obras (Ap 16.10,11). Entende-se que a “dor” dos homens será por causa das queimaduras recebidas sob o juízo da quarta taça. Então, subitamente, o mundo será mergulhado em total escuridão. Nem mesmo esse sofrimento extremo conseguirá conduzir as pessoas ao arrependimento.
Embora, de modo geral, as taças representem as trombetas, são acontecimentos diferentes em diversos aspectos. Os juízos das taças serão muito mais intensos e amplos. Temos aqui somente a repetição dos mesmos tipos de castigos em forma amplificada: uma intensa angústia atingirá as pessoas, que ficarão cobertas de úlceras e chagas (ferimentos decorrentes de enfermidades e de queimaduras provocadas pelos raios solares). Mas nada disso conseguirá levá-las ao arrependimento. Observemos que os efeitos dos juízos vão se acumulando, e as desgraças vão sendo multiplicadas. No entanto, em vez de se arrependerem, os homens blasfemarão contra Deus.

Foto: Arte de Gemini AI
A SEXTA TAÇA – E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente. E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs, porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo-Poderoso. (Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.) E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom (Ap 16.12-16).
A sexta praga secará o rio Eufrates, facilitando a passagem de tropas unidas no Oriente. Isso apressará a batalha do Armagedom, que será satanicamente inspirada, por permissão de Deus, e os homens ficarão tão enlouquecidos pela influência diabólica que os seres humanos andarão perto da extinção.
O desvario satânico governará o mundo inteiro, porquanto os homens rejeitaram o Senhor e abraçaram Satanás e o anticristo. Contudo, o Armagedom marcará a queda do sistema de Satanás em toda a face da Terra. O juízo da sexta taça é uma espécie de duplicação geral do juízo da sexta trombeta, quando 200 milhões de cavaleiros satânicos invadirão a Terra, por ordem dos quatro anjos, até então amarrados no rio Eufrates.
Além de ser um animal imundo, a rã é um sinal de maldade. Portanto, os três espíritos de Apocalipse 16.13 são tão imundos como as suas fontes de origem: o dragão e as duas bestas. Conforme se vê em Apocalipse 16.14, a missão particular dessas rãs será convocar os combatentes para a batalha do Armagedom. Elas enlouquecerão de ira os homens, e estes, dominados pela violência, provocarão uma matança como jamais se viu antes. O inimigo mostrará o que significa adorá-lo e até onde ele conduz os seus seguidores.

Foto: Arte de Gemini AI
A SÉTIMA TAÇA – E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito! E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto. E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande Babilônia se lembrou Deus para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira. E toda ilha fugiu; e os montes não se acharam. E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva, porque a sua praga era mui grande (Apocalipse 16.17-21). Há paralelismos entre os juízos das trombetas e das taças, mas também há diferenças notáveis que mostram que o juízo das taças ocorrerá após o das trombetas e será mais severo, levando-nos ao fim desta era e à inauguração do Milênio.
As outras taças foram derramadas “sobre a terra”, “sobre o mar”, “sobre as fontes de águas e rios”, “sobre o Sol”, “sobre o trono da besta” e “sobre o rio Eufrates”. Talvez essa taça, derramada no ar, envolva um acontecimento mais universal, que permeará a atmosfera toda da criação. O certo é que, ao terminarem os juízos das sete taças, estará consumada a obra de purificação da Terra, e será inaugurada a era áurea: o Milênio. O grande terremoto final abalará a estrutura antiga da terra, atingindo principalmente a Babilônia espiritual, que tem Roma como sua representante. Alguns comentadores bíblicos entendem tratar-se de Jerusalém, em vista de Apocalipse 11.8 referir-se a ela como “grande cidade”. No entanto, fica claro que são eventos distintos e de épocas e efeitos diferentes: aqui, a cidade é Roma, e não Jerusalém.
Abraão de Almeida
Pastor da Igreja Evangélica Brasileira em Coconut Creek, Flórida, EUA, e autor de mais de 30 livros em português e espanhol. E-mail: abraaodealmeida7@gmail.com


