A Bíblia pelas mãos de tradutores

30/09/2026

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Outubro Rosa: diagnóstico precoce é fundamental

Campanha Outubro Rosa alerta para prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama Foto: Taras Grebinets / Adobe Stock

Por Viviane Ferreira, especial para edição digital de Graça/Show da Fé

O câncer de mama é o tipo que mais acomete e mata mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). São 78.610 novos casos por ano e mais de 200 diagnósticos por dia. Neste cenário, o Inca chama a atenção para a doença e aproveita a campanha Outubro Rosa para ampliar a discussão sobre prevenção e avaliação precoce. Quanto antes o tumor for descoberto, maiores são as possibilidades de tratamento, declaram os cientistas.

O oncologista Carlos Daniel Vilas Boas de Carvalho, coordenador do Serviço de Mastologia do Hospital Fundação Bahiana de Cardiologia e Combate ao Câncer (HFBCcc), explica que nem todos os casos da doença podem ser evitados. “É verdade que alguns hábitos ajudam a reduzir o risco, tais como manter o peso adequado, praticar atividade física, ter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar”.

O oncologista Carlos Daniel de Carvalho lembra: “É preciso estar atenta às mudanças no próprio corpo e sempre fazer os exames indicados” Foto: Arquivo pessoal

De acordo com o especialista, além de manter esses cuidados, é preciso estar atenta às mudanças no próprio corpo e sempre fazer os exames indicados. “A mulher precisa conhecer suas mamas e perceber quando surge alguma alteração diferente do habitual”, orienta o oncologista, acrescentando que a mamografia é o principal exame para o rastreamento da doença. Ele lembra que, para as mulheres do grupo de risco habitual (baixo risco), a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que, anualmente, sejam feitas averiguações a partir dos 40 anos. Quando há risco aumentado, o acompanhamento pode começar antes e incluir outros exames, como a ressonância magnética. “Conhecer e examinar as próprias mamas é importante, mas não substitui a mamografia quando ela está indicada”, avisa.

O médico lembra que o câncer de mama também atinge mulheres jovens e esclarece que nenhuma alteração suspeita deve ser negligenciada por causa da idade. Dentre as situações que pedem atenção, ele cita o histórico familiar de câncer de mama ou de ovário. “Nesses grupos, o acompanhamento pode começar muito antes dos 40 anos, e nenhuma alteração suspeita deve ser ignorada simplesmente porque a paciente tem 20, 30 ou 35 anos”, alerta o profissional, sublinhando que a doença também aparece em homens – em cerca de 1% dos casos, segundo estimativas internacionais.

Indagado sobre a questão do histórico familiar, ele esclarece que não determina quem terá a doença, mas reconhece que este é um fator de risco. “Não significa que a mulher necessariamente terá câncer de mama, assim como não ter história de família não significa estar livre da doença”, explica ele, assinalando que descobrir o tumor cedo pode salvar a vida da mulher. “Quando o câncer de mama é diagnosticado no início, as possibilidades de tratamento são maiores e, muitas vezes, se consegue realizar tratamentos menos agressivos.”

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