
A Bíblia ao alcance de todos
01/09/2026
Foto: artpluskr / Adobe Stock
Por Viviane Castanheira, especial para edição digital de Graça/Show da Fé
“Escutar é estar presente” é o tema do Setembro Amarelo 2026, campanha anual de prevenção ao suicídio lançada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV). O lema se refere à importância de estar junto e ouvir quem sofre em silêncio – um gesto que pode fazer toda a diferença.

Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA
Para o pastor e psicólogo Edgar Menezes, a Igreja pode desempenhar um papel relevante, especialmente na questão da empatia e consequente aproximação. “A primeira ação da Igreja deve ser aprender a escutar antes de tentar explicar ou corrigir”, opina Menezes, líder da sede regional da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) de Caminho de Areia, em Salvador (BA). “A pessoa que enfrenta sofrimento emocional precisa encontrar um ambiente, onde possa falar sobre o que está vivendo sem medo de ser julgada, condenada ou tratada como alguém que, simplesmente, deve ter mais fé.”
De acordo com o ministro, essa escuta atenta não se limita a ouvir: tem de ser um exercício que exige atenção às mudanças de comportamento daquele irmão, tais como isolamento repentino, perda de interesse por atividades antes prazerosas e falas relacionadas à morte, por exemplo. “O papel do pastor ou de um familiar não é necessariamente diagnosticar, mas perceber, acolher, proteger, acompanhar e encaminhar, quando necessário”, ensina Menezes, acrescentando que, quando houver suspeita de pensamentos suicidas, a abordagem deve ser direta, mas serena, sem julgamento.

Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA
Nesse ponto, de acordo com a especialista, alguns conselhos, dados com a intenção de ajudar, são capazes até de produzir o efeito contrário. “Frases como ‘você precisa ter mais fé’, ‘é falta de oração’ ou ‘você precisa reagir’ podem aumentar a culpa de quem já está fragilizado”, alerta.
Quando o risco contra a vida é real, os dois profissionais lembram que oração e tratamento profissional não competem entre si. Edgar Menezes destaca que a prioridade nos momentos de crise é a segurança da pessoa e o encaminhamento a serviços especializados. Regiane Cardozo, por sua vez, afirma que a oração, o sentimento de pertencimento e a comunhão podem caminhar ao lado da psicologia. “A fé não precisa ocupar o lugar do tratamento nem se opor a este também. Os dois podem caminhar muito bem juntos e trazer bons resultados”, conclui a psicóloga.


