
Como a exposição virtual fragiliza a autoestima, desafia a fé e coloca em xeque as amizades
20/08/2026
Foto: Divulgação / SBB
Por Viviane Castanheira, especial para edição digital de Graça/Show da Fé
O Brasil passou a ocupar o primeiro lugar no ranking mundial de distribuição de Bíblias impressas. É o que indica o Relatório de Estatísticas de Distribuição das Escrituras das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU). Segundo o levantamento, que reúne dados de 2025, o país alcançou a marca impressionante de 3,37 milhões de Bíblias completas entregues, superando nações como Índia, China, Nigéria e Filipinas. O relatório aponta que os brasileiros se destacam também nos downloads do Texto Sagrado: foram mais de 16 milhões de Escrituras baixadas em português.

Foto: Divulgação / SBB – modificada por IA
Na avaliação do diretor-presidente da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), o Rev. Erní Seibert, o esforço das igrejas explica o desempenho brasileiro registrado no levantamento. “A grande maioria desses exemplares é de Bíblias econômicas, entregues a visitantes nas congregações, a amigos dos membros e a colegas de trabalho, e em campanhas especiais de distribuição”, enumera Seibert, reforçando a ideia de que é necessário ampliar esse esforço de distribuição da Escritura Sagrada. “Quando alguém conhece o Senhor Jesus, e O aceita como seu Salvador, porque leu a Bíblia, é uma recompensa valiosa desse trabalho.”
Para Seibert, não há disputa entre os dois modos de leitura: o livro impresso, que permanece presente, e as versões digitais de telas de smartphones, tablets e computadores pessoais são todas bem-vindas para quem busca ler a Palavra. “A internet não diminui a distribuição da Bíblia impressa nem substitui seu uso. Ao contrário: o uso da Bíblia digital é complementar ao uso da impressa. Quando a pessoa quer um acesso rápido à Bíblia, em qualquer lugar, normalmente utiliza a versão da Escritura que tem em seu celular. Quando quer ler e estudar em profundidade, utiliza a Bíblia impressa.”

Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA
O diretor da Academia Teológica da Graça de Deus (Agrade), Pr. Rafael Mariano dos Santos, pondera que essa liderança numérica não indica que exista maior maturidade espiritual. “É importante salientar que, quando falamos em leitura, é preciso distinguir entre o ato de ler e a interpretação do texto bíblico – o que, por vezes, faz com que muitos desanimem”, assevera Santos, que também é professor da Agrade. “Se um texto for lido sem contexto, poderá servir de base para heresias”, alerta. Na opinião de Rafael dos Santos, as igrejas têm a responsabilidade de preparar quem ensina àqueles que desejam ler e entender as Escrituras. “Faz-se necessário obter algum conhecimento teológico para não incorrer em equívocos grosseiros, além de distorcer o significado dos textos bíblicos”, avisa o pastor, deixando claro que, por meio de pregações contextualizadas e ungidas, as lideranças evangélicas despertam o interesse na leitura da Palavra de Deus. “O amadurecimento espiritual vem como consequência”, conclui.


