PROJETO DIVINO

20/08/2026

Maior risco

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Mudança na vacinação

Foto: Arte sobre foto de Tobias Arhelger / Adobe Stock

Crianças de quatro anos devem receber uma nova dose de reforço contra a poliomielite. Com a mudança, o Sistema Único de Saúde (SUS) retoma o esquema adotado até 2024, mas, agora, utilizando apenas a vacina injetável (foto). O imunizante está disponível nos postos de saúde e nas clínicas da família. Anteriormente, o calendário previa três doses da vacina injetável, seguidas por duas doses de reforço da vacina oral, conhecida como “gotinha”. A alteração ocorreu porque, em casos extremamente raros, o vírus enfraquecido da vacina oral pode sofrer mutações e causar a doença. Há 37 anos, o Brasil não registra casos de poliomielite, mas ela ainda existe em alguns países. Como se sabe, a vacinação é a principal forma de prevenção dessa enfermidade infectocontagiosa grave, causada por um vírus que pode afetar o sistema nervoso central, provocar paralisia e até levar à morte. (Patrícia Scott com informações de Agência Brasil)



Uso diário

Foto: Divulgação / Astellas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou, em junho de 2026, o primeiro medicamento não hormonal desenvolvido para tratar os fogachos da menopausa. O remédio, denominado Veoza (foto), produzido pela farmacêutica Astellas, será vendido em comprimidos de uso diário. Até então, a principal alternativa para combater essas ondas de calor e os suores noturnos era a terapia hormonal. O fezolinetanto, princípio ativo do fármaco, surge como uma opção para mulheres que não podem repor (ou preferem evitar) hormônios, como em casos de histórico de câncer de mama. A medicação, entretanto, ainda não chegou às farmácias: antes de sua comercialização, o produto precisa ser avaliado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), responsável pela definição dos preços. (Patrícia Scott com informações de G1)


Sorriso longevo

Foto: Arquivo pessoal – modificada por IA

Cinco minutos com a
Dra. Cristina Miura

Por Patrícia Scott

A saúde bucal das pessoas idosas exige atenção devido ao aumento de casos de cáries radiculares (lesões que afetam as raízes dos dentes expostas pela retração gengival) e de doenças periodontais (infecções e inflamações dos tecidos de suporte dos dentes – gengiva, ligamentos e ossos). Segundo a periodontista e implantodontista Cristina Miura, a perda de dentes não é uma consequência obrigatória do envelhecimento, mas pode estar ligada a problemas não tratados. “O que muda com a idade são as condições da boca, e é necessário agir antes que ocorra a perda dentária”, explica ela. Nesta entrevista à Graça/Show da Fé, a especialista fala da importância da prevenção e dos cuidados obrigatórios com a dentição na terceira idade.

O que muda na saúde bucal com o envelhecimento?

Com o passar dos anos, alterações como boca seca, redução da imunidade e mudanças na mastigação podem afetar a saúde bucal. O uso contínuo de medicamentos também contribui para o ressecamento da região e aumenta o risco de cáries, mau hálito e inflamações.

Dentes mais longos são normais com a idade?

Nem sempre. A sensação de dentes maiores pode indicar retração gengival, quando a gengiva diminui e expõe parte da raiz. Esse sinal pode estar relacionado à escovação agressiva ou a uma doença periodontal.

Quais sinais merecem atenção da terceira idade?

Boca seca persistente, sangramento ao escovar, dentes que parecem mais longos, espaços escuros entre eles, sensibilidade na gengiva, dificuldade para mastigar e dentes menos firmes.

Quem usa prótese ou implante precisa continuar indo ao dentista?

Sim. Mesmo sem dentes naturais, a mucosa e o osso precisam de acompanhamento. Nos implantes, inflamações como mucosite e peri-implantite podem evoluir sem dor e comprometer a estrutura. O cuidado é ainda mais importante em idosos com diabetes ou boca seca.

É possível tratar problemas gengivais sem cirurgia?

Em muitos casos leves e moderados, sim. O diagnóstico precoce permite controlar infecções e inflamações com abordagens menos invasivas. Preservar os dentes naturais significa manter mastigação, nutrição e qualidade de vida.

Doenças, como diabetes, problemas cardíacos e osteoporose influenciam a saúde bucal?

Sim. A diabetes pode dificultar o controle de inflamações e aumentar a vulnerabilidade da gengiva. Estudos também associam doenças cardiovasculares e periodontite, já que ambas envolvem processos inflamatórios. Já a osteoporose pode comprometer a estrutura óssea que sustenta os dentes.


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