Conectados, mas sozinhos

23/06/2026

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23/06/2026

Empresária é curada após sofrer, durante anos, de úlcera venosa

Fotos: Arquivo pessoal

Por Leiliane Lopes

Hoje, o brilho no olhar e o sorriso constante da empresária Cleonice Mesquita, 49 anos, não revelam as marcas de um passado de dores profundas e limitações físicas que pareciam definitivas. Obreira atuante e dedicada na sede regional da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Sorocaba (SP), ela olha para trás apenas para contemplar a grandeza do milagre que recebeu. Por quase uma década, Cleonice travou uma batalha extenuante contra uma úlcera venosa [ferida crônica e de difícil cicatrização, geralmente localizada na parte interna do tornozelo, causada pela má circulação que gera acúmulo de sangue e pressão nas pernas] que não apenas consumia sua saúde física, mas também ameaçava sua esperança e alegria de viver.

As provações começaram em 2009, depois de ela ter sido submetida à segunda cirurgia para tratar varizes e má circulação nas pernas. O que deveria ser a solução para um desconforto, cinco anos depois se transformou em uma situação crítica, justamente durante a gestação de sua filha, Thalita Gabrielly, hoje com dez anos. Uma pequena mancha roxa surgiu na perna esquerda de Cleonice e trouxe um alerta para os médicos, os quais, limitados pelas restrições de medicamentos devido à gravidez, não puderam fazer nada a respeito naquele momento. No entanto, com o passar dos dias, a mancha ia crescendo, de forma agressiva, acometendo grande parte da perna esquerda. Assim foi até o dia do parto.

Ferida na perna esquerda de Cleonice Mesquita: secreção e forte odor
Foto: Arquivo pessoal

Cleonice acreditava que aquele era um problema gestacional passageiro, mas logo se revelou ser o início de um quadro assustador: uma ferida aberta, que exalava secreção e um forte odor. Ao consultar um especialista, recebeu um diagnóstico bastante grave: a condição era considerada crônica e incurável. “Eu sentia uma queimação tão intensa que dormia com uma bolsa de gelo sobre a perna para conseguir algum alívio. O inchaço e a dor eram constantes”, conta a empresária, que, mesmo com aquele sofrimento físico, precisava manter sua rotina profissional no almoxarifado de uma multinacional. O trabalho exigia que ela permanecesse empé por longos períodos, o que agravava severamente a lesão. E, em virtude daquela rotina exaustiva, o limite físico de Cleonice foi atingido: em 14 de dezembro de 2017, ela teve uma crise aguda que escureceu sua perna esquerda até o pé, incapacitando-a de caminhar.

Cleonice ficou confinada à cadeira de rodas e, posteriormente, restrita ao sofá e à cama, mantendo sempre a perna em posição elevada, ela viu seu mundo encolher. Os sucessivos afastamentos do trabalho e a impossibilidade de realizar tarefas simples, como cuidar da casa ou ir à igreja, desencadearam nela um desânimo profundo. “Ela estava muito frustrada. Sentia-se derrotada”, relata o Pr. Francisco Freitas Silva, líder da sede regional da IIGD em Taubaté (SP). Na época, o ministro atuava em Sorocaba (SP) e acompanhou de perto todo o drama vivenciado por Cleonice.

Liberação de perdão – Sem condições de ir à casa de Deus, ela recebeu a visita do pastor – um gesto que transformaria completamente o rumo daquela história. Ele compartilhou com Cleonice uma mensagem baseada em Isaías 53.4,5. No texto, o profeta diz que Cristo tomou sobre Si as dores e as enfermidades da humanidade, trazendo cura e paz por meio de Seu sacrifício. “Jesus sentiu na pele as nossas doenças para que não precisássemos mais aceitá-las”, enfatizou Francisco, lembrando-se daquela pregação. Para ele, a restauração da saúde da empresária precisava começar no interior, antes de se manifestar no corpo. “Foi necessário que ela liberasse perdão e se desprendesse de mágoas do passado, abrindo espaço para que o milagre acontecesse”, relata o líder, recordando que, durante a oração, usando a autoridade de Jesus, expulsou aquela enfermidade considerada incurável.

O Pr. Francisco Freitas Silva acompanhou de perto todo o drama vivenciado pela empresária Cleonice Mesquita e relata: “Ela estava muito frustrada. Sentia-se derrotada”
Foto: Divulgação / Priscila Sobreira Miranda

A resposta do Senhor veio sem demora. Pouco depois da oração, no local daquela ferida, que por anos resistiu a diversos tratamentos, começou um processo de cicatrização: o inchaço diminuiu, a secreção cessou e a pele, antes escura e fragilizada, voltou a apresentar aspecto saudável. Com o passar dos dias, Cleonice deixou a cadeira de rodas, voltou a caminhar e retomou as atividades cotidianas – para espanto de quem sabia da gravidade do caso. Em seguida, depois de experimentar o milagre, ela retornou ao médico para realizar um ultrassom. “Ele ficou admirado com a minha recuperação e constatou que a veia já não apresentava mais problema”, relata ela, acrescentando que, em seu ambiente de trabalho, seu testemunho de cura impactou pessoas descrentes.

A cura física, entretanto, foi apenas o início de um novo ciclo na vida de Cleonice. Como prova de gratidão ao Senhor, ela, que antes nem conseguia ficar em pé, passou a dedicar parte do seu tempo para auxiliar, voluntariamente, na limpeza da igreja às sextas-feiras. “Era uma alegria vê-la com a calça arregaçada até a panturrilha, mostrando a pele perfeitamente sã, enquanto servia ao Senhor com todo vigor”, relembra o pastor Francisco. Além disso, ela conseguiu realizar o sonho de construir uma casa ampla e moderna. Na área profissional, abriu seu próprio negócio de autopeças na oficina mecânica do marido, Cláudio Márcio, 54 anos, tornando-se uma empreendedora de sucesso em sua cidade. Por fim, sua história de superação tornou-se uma chama de esperança àqueles que recebem diagnósticos desanimadores. “Faço questão de mostrar as marcas na minha perna para provar que o meu relato não é apenas uma história de superação emocional e física, mas também um fato concreto operado pelo poder divino”, conclui.


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