Evangelista, comunicador e escritor, Oliver Boyce Greene promoveu o Evangelho pelo rádio e em cruzadas itinerantes
11/04/2026
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Cérebro de grávida

Foto: Pixel Prism / Gerado com IA / Adobe Stock


Um estudo do Centro Médico Universitário de Amsterdã (UMC, a sigla em inglês), na Holanda, revelou que a segunda gravidez provoca mudanças específicas no cérebro da mulher que podem fortalecer a concentração e a capacidade de lidar com múltiplas demandas. De acordo com os pesquisadores, para investigar o chamado pregnancy brain (cérebro de grávida, em tradução livre), eles acompanharam 110 mulheres divididas em três grupos: as que se tornaram mães pela primeira vez, as que tiveram o segundo filho e as que não engravidaram.

Exames de imagem cerebral, realizados antes e depois das gestações, permitiram mapear as alterações. Nas mulheres que passaram pela segunda gestação, foram observadas mudanças mais intensas em redes ligadas ao controle da atenção e à resposta a estímulos sensoriais. O estudo também identificou transformações no córtex cerebral — a camada externa do cérebro — que poderiam estar associadas ao risco de transtornos mentais no período perinatal. A pesquisa apontou ainda que, entre as mães de primeira viagem, as alterações estiveram mais relacionadas à saúde mental após o parto. Nas que vivenciaram a segunda gravidez, a ligação foi mais forte com o bem-estar emocional durante a gestação. (Patrícia Scott com informações de Correio Braziliense)



Terapia inovadora

Foto: Framestock / Adobe Stock


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciou o primeiro estudo clínico em humanos de uma terapia gênica [que modifica, substitui ou inativa genes defeituosos diretamente nas células do paciente para tratar ou curar doenças] avançada para tratar a forma mais grave da atrofia muscular espinhal (AME), abrindo caminho para que o país passe a produzir esse tipo de tratamento de alta complexidade. Segundo a instituição, o produto, chamado GB221, é voltado à AME tipo 1 e pode ter significativa redução de custo no Brasil, em comparação com o valor praticado nos Estados Unidos para terapias similares. A atrofia muscular espinhal é uma doença rara que se manifesta nos primeiros meses de vida e é causada por alteração no gene SMN1 (sigla em inglês para survival motor neuron 1), responsável pela produção da proteína SMN, essencial ao funcionamento dos neurônios que comandam os movimentos. A ausência dessa proteína provoca perda progressiva de força muscular e pode comprometer a sobrevivência das crianças nos primeiros anos de vida. De acordo com a Fiocruz, o GB221 é um produto de terapia gênica avançada, de dose única, com potencial de beneficiar o paciente por toda a vida. (Patrícia Scott com informações de Fiocruz)


Distúrbio silencioso

Foto: Divulgação – modificada por IA

Cinco minutos com a
Dra. Luciana Costa

Por Patrícia Scott

Estudos indicam que até 30% das pessoas idosas no Brasil podem conviver com disfagia, um distúrbio que impacta diretamente na nutrição e na qualidade de vida. Nesta entrevista à Graça/Show da Fé, a otorrinolaringologista Luciana Costa, do Hospital Paulista, fala dos sintomas do problema, de suas causas e da prevenção para evitar o risco de obstrução na garganta.

O que é a disfagia?

Um distúrbio, muitas vezes, subdiagnosticado, que pode ter consequências gravíssimas, sendo caracterizado pela dificuldade ou pelo desconforto para engolir alimentos, líquidos ou saliva. Muitas pessoas não sabem que ela aumenta muito o risco de engasgo, algo que pode ser fatal em poucos minutos.

Quais são as causas da disfagia?

É causado pelo envelhecimento, mas também é comum após um derrame cerebral (AVC), doenças neurológicas como Parkinson e Alzheimer, câncer de cabeça e pescoço, além de sequelas pós-intubação.

Por que engolir pode representar um risco à saúde?

Engolir não é tão simples quanto parece: envolve mais de 50 músculos, nervos e mecanismos coordenados. Quando algo falha, partículas de comida ou líquido podem desviar para as vias respiratórias, provocando tosse, engasgos e, em casos extremos, obstrução total e morte por asfixia.

Quais são os sinais da disfagia?

Tosse frequente durante as refeições, sensação de alimento parado na garganta, perda de peso sem causa aparente, mudança na voz após beber líquidos e pneumonias de repetição.

Sirva alimentos com a consistência adequada, supervisione as refeições e evite que a pessoa idosa fale ou ria durante a alimentação. Ela deve manter a postura ereta durante e após as refeições, e é fundamental evitar oferecer alimentos sólidos ou duros sem supervisão.

Todo adulto deveria conhecer a manobra de Heimlich, que consiste em aplicar compressões abdominais rápidas para dentro e para cima, posicionando-se atrás da pessoa, com o punho fechado acima do umbigo, até expelir o objeto. Essa manobra pode salvar vidas.


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