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Eutanásia: debate sobre o valor da vida e os limites da decisão humana voltou à tona depois da morte da espanhola Noelia Castillo
Foto: teerapon / Adobe Stock

Por Viviane Castanheira, especial para edição digital de Graça/Show da Fé


A morte da espanhola Noelia Castillo, 25 anos, na quinta-feira (26/03), após autorização judicial para a eutanásia, faz voltar à tona um debate extremamente delicado: até que ponto o ser humano pode decidir sobre o fim da própria vida? O caso levanta não apenas questões legais – enquanto na Espanha, a prática é permitida, no Brasil, é crime –, mas também questionamentos que dizem respeito a padrões éticos e morais e convicções espirituais.

Pr. Anselmo Battistella: “Talvez pareça um ato piedoso, mas, na realidade, é o homem tentando ocupar o lugar de Deus”
Foto: Arquivo pessoal

Noelia ficou paraplégica após cair do quinto andar de um prédio, em 2022. Desde então, passou a conviver com limitações severas. O pedido de eutanásia – a morte assistida provocada por terceiros, geralmente médicos – foi feito por meio de petição judicial há dois anos e percorreu um longo caminho na Corte espanhola. O pai da jovem tentou de tudo para impedir o ato, alegando que a filha não teria condições psicológicas de optar pela própria morte.

De acordo com alguns especialistas, teólogos e pastores, a morte assistida evidencia a banalização da vida. Sob a perspectiva ética e espiritual, é contrária ao princípio de que somente Deus tem autoridade sobre o início e o fim da existência.

O Código Penal Brasileiro tipifica a eutanásia como homicídio, ainda que motivada por compaixão. A legislação reforça o princípio constitucional de que a vida é um direito inviolável e não pode ser interrompida por decisão humana. Porém, para o Pr. Anselmo Battistella, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Cascavel (PR), a questão vai além da legislação. “A Bíblia é muito clara ao dizer, em Jó 14.5, que os dias de vida do homem são determinados por Deus. Em 1Coríntios 3.16,17, Paulo afirma que não está permitido a ninguém destruir o corpo”, declara Battistella, fazendo um alerta para as consequências espirituais dessa escolha. “A eutanásia pode ser uma porta aberta para um erro que pode comprometer a salvação de quem parte e também de quem executa ou autoriza. Talvez pareça um ato piedoso, mas, na realidade, é o homem tentando ocupar o lugar de Deus”, assevera o ministro, para quem, mesmo diante da dor extrema, há outro caminho. “O que essa pessoa precisa é de fortalecimento espiritual. Deus saberá dizer quando é o fim, pois Ele é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim.”

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