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13/03/2026
O QUE TEMOS COM AS ESTRELAS
13/03/2026
“Como vamos pagar as contas?”, é um questionamento muito comum dos novos convertidos ou de pessoas que não devolvem dízimos nem ofertam. O que responder a elas?
E. Y. T., sem identificação da cidade
R.: Antes de responder, cabe indagá-las acerca do posicionamento delas quanto a Jesus. Caso não sejam salvas, isto é, não O sigam, apenas O admirem, nenhuma resposta precisará ser dada. Participar do sustento da obra de Deus é um privilégio daqueles que levam o Senhor a sério e têm Sua Palavra como regra única e infalível de fé e prática. Para estes, os ensinos bíblicos são suficientes no que se refere a dízimos e finanças, assim como em qualquer outra área da vida (2 Tm 3.14-16). Agora, aos salvos em Cristo que não compreenderam sua responsabilidade diante da obra de Deus, cabe ensiná-los a respeito da fé, pois tudo o que envolve nossa comunhão com o Senhor se articula por meio de nossa confiança nEle, a ponto de as Escrituras taxarem como pecado o que for feito sem fé (Rm 14.23b). Tanto o dízimo como as ofertas são meios de expressão do amor que o salvo tem por Deus e por Sua obra no mundo, sendo, portanto, entregues com alegria no altar da adoração (2 Co 9.6-15). Essa passagem bíblica, além da conhecida exortação de Malaquias (Ml 3.10-12), demonstra o imensurável benefício da obediência ao primeiro mandamento: amar a Deus acima de todas as coisas. Quem O ama confia em Sua eterna fidelidade (Sl 33.4; 117.2; 145.13).
Quando Jesus nasceu, Ele já estava preparado para a missão designada pelo Pai?
R. B. G., via internet
R.: Disse Jesus: Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz (Jo 18.37b). Em Filipenses 2.5-11, vemos que o Salvador decidiu vir ao mundo e estava consciente de todas as implicações disso. Portanto, a ideia que muitos têm, de que o homem Jesus teria desenvolvido gradativamente a consciência de Sua missão, não expressa a verdade. É claro que o Senhor nasceu como qualquer ser humano, sujeito às vulnerabilidades e limitações impostas pela infância, embora sem pecado (Hb 4.15). Ele cresceu e Se desenvolveu de modo totalmente natural, sujeitando-Se a Seus pais humanos e, especialmente, ao Pai celestial. O episódio no templo, aos 12 anos, mostra o quão lúcido Jesus já estava de Seu papel em nossa história (Lc 2.41-52).

Uma pessoa, em seu último fôlego de vida, pode ser salva se aceitar Jesus como Salvador?
L. K. G., sem identificação da cidade
R.: Assim dizem as Escrituras: Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Rm 10.13). Porém, ao contrário do que muitos podem pensar, essa invocação não é um brado por socorro, e sim uma resposta fundamentada na fé nAquele de quem ouviram por meio da pregação do Evangelho (v.14-17). Isso implica o conhecimento prévio das Boas-Novas e, principalmente, o arrependimento dos pecados para viver segundo a Palavra, andando na luz (Jo 3.16-21). O chamado “bom ladrão”, assumiu seus pecados e mostrou que sabia quem era Jesus. Assim, converteu-se na hora da morte e foi salvo (Lc 23.39-43). Porém, deixar deliberadamente para tomar tal decisão perto de morrer é insensatez, pois quem conhece as circunstâncias de sua própria morte? Quem pode garantir que terá tempo para fugir do lago eterno de fogo e enxofre? A Bíblia Sagrada exorta: Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração. Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado (Hb 3.7,8a – ARC; 12,13 – ARA).
O que é o Reino de Deus?
W. V., via internet
R.: Essa expressão, similar a Reino dos Céus, é usada nas Escrituras para designar a existência sob o governo do Criador. Reflete o domínio de Deus sobre as pessoas, tanto no presente como no futuro (Mt 5.3; 12.28; Lc 17.21; Rm 14.17; 2 Tm 4.18). Esse domínio nem sempre é percebido, por conta da ação satânica para desviar a atenção humana, a fim de as pessoas não buscarem o Senhor (2 Co 4.3,4; Ef 2.1-3; 4.17-23). É por isso que o diabo é denominado o pai da mentira, com alvo de desviar o ser humano da Verdade (Jo 8.44). O mal foi vencido na cruz e perdeu a capacidade de governar, a qual havia usurpado de Adão no Éden (Gn 3; Cl 2.15). Dessa maneira, Satanás só consegue dominar quem ainda não conhece esse fato nem a Verdade, que é Cristo (Lc 10.19; Jo 8.36). Por hora, o Reino de Deus tem existência concreta no espírito de quem confessa Jesus como Rei, expressando-se por meio dos atos e das escolhas de Seus súditos (Lc 17.20,21). Um exemplo dessa verdade é a atitude do ladrão, mencionado na pergunta anterior. Chegará, entretanto, o momento em que o Rei dos reis voltará ao mundo, e o Reino de Deus alcançará plenitude visível e total (Mt 25.31-46; Ap 19.11-16).
O que é o determinismo?
Z. G., sem identificação da cidade
R.: É uma corrente filosófica que busca isentar o ser humano de culpa. Por esse pensamento, tudo quanto fazemos ou decidimos é resultado de condições e circunstâncias do passado, como genética, ambiente, cultura etc., as quais determinam, ainda que inconscientemente, as decisões que tomamos. Os deterministas afirmam que o livre-arbítrio não existe. Entretanto, a Palavra de Deus é enfática ao ensinar o contrário: Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé (Gl 6.7-10 – ARA). Esse é apenas um exemplo de como Deus responsabiliza o homem por suas escolhas, de sorte que a verdade é que ninguém segue sendo refém das circunstâncias passadas ou presentes. Até porque o Evangelho dá ao ser humano a oportunidade de mudar o rumo da vida, a ponto de Sua mensagem ser resumida na conhecida expressão nascer de novo (Jo 3). Quem crer que o Salvador pagou por nossos pecados e viver segundo Sua Palavra terá a vida transformada (Is 53.4-6; 2 Co 5.17).
Os crentes podem ir à praia usando trajes de banho iguais aos dos ímpios?
Y. N. F., via internet
R.: O que a Bíblia Sagrada ensina acerca dos trajes de quem leva Deus a sério? Que eles sejam decentes e revelem modéstia, que é o oposto de vaidade ou exibicionismo (1 Tm 2.9). Que eles apontem para o espírito manso e tranquilo, e não para o corpo (1 Pe 3.3). Em outras palavras, os trajes e o comportamento do cristão revelam o caráter e os princípios que o norteiam. O modelo vem do Senhor, nunca do mundo (1 Jo 2.15-17).


