
Bálsamo para a alma
18/06/2026
Risco de demência
O consumo de álcool (foto), mesmo em pequenas quantidades, está associado ao aumento do risco de demência. É o que revela um estudo publicado no periódico médico BMJ, do Reino Unido, o qual levanta questionamentos acerca da ideia de que o consumo moderado possa gerar benefícios ao cérebro. A pesquisa analisou dados de quase 560 mil pessoas com idades entre 56 e 72 anos. Os resultados indicaram uma associação linear: quanto maior a propensão ao consumo problemático de álcool, maior o risco de demência. Na prática, um aumento de duas vezes no risco de alcoolismo significaria uma alta de 16% na probabilidade de o indivíduo desenvolver uma doença neurodegenerativa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há consumo totalmente seguro de álcool – um produto ligado a mais de 200 enfermidades, com riscos que variam conforme o perfil e os hábitos do consumidor. (Patrícia Scott com informações de Agência Einstein)

Novo tratamento
O medicamento lecanemabe (foto), indicado para o tratamento do Alzheimer, deve chegar ao Brasil no final do mês de junho. Aprovado em 2025 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o produto será comercializado por meio da parceria entre as farmacêuticas Eisai e Biogen. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) estabeleceu o valor mensal de 8,1 mil reais para o tratamento, realizado em aplicações quinzenais. O remédio atua nas protofibrilas de beta-amiloide, proteínas tóxicas que se acumulam no cérebro. De acordo com as fabricantes, o processo terapêutico ajuda a remover essas placas e a retardar a progressão da doença. Os pesquisadores afirmam que, após o uso contínuo por 18 meses, a previsão é de que reduza em 27% o declínio clínico, gerando, assim, mais independência ao paciente. O lecanemabe foi aprovado em 53 países, incluindo Estados Unidos, Japão e nações da União Europeia. (Patrícia Scott com informações de IG Saúde)

Alerta sanitário
A realização da Copa do Mundo 2026, de 11 de junho a 19 de julho, no Canadá, no México e nos Estados Unidos, acende um alerta sanitário nas Américas. Os três países-sede enfrentam, desde janeiro, surtos de sarampo (foto), o que elevaria o risco de disseminação da doença. Não sem motivo, o Ministério da Saúde alertou para a possível reintrodução do vírus em território brasileiro com a volta dos viajantes. Desde 2024, o país mantém o status de livre da circulação endêmica do sarampo. Por isso, as autoridades sanitárias do Brasil estão recomendando a quem for ao torneio mundial que, ao menos 15 dias antes do embarque, atualize a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Segundo essa recomendação, indivíduos que, após o retorno, apresentarem sintomas, como febre e manchas vermelhas no corpo, devem ser observados e avaliados por um médico. Altamente contagiosa, a enfermidade é transmitida pelo ar e por gotículas respiratórias, especialmente em locais aglomerados. (Patrícia Scott com informações de Agência Brasil)


