
Sementes de adoração
18/05/2026
Segundo a Palavra de Deus, qual seria a correta definição do termo misericórdia?
J. Q.M., sem identificação da cidade
R.: As ideias que essa palavra evoca, tanto no idioma hebraico quanto no grego – línguas originais da Palavra de Deus –, têm a ver com benignidade, bondade, compaixão, longanimidade, graça (por exemplo: Sl 103.8; Is 63.7). No contexto bíblico, ela é quase sempre empregada para se referir à lealdade do Senhor para com a Aliança feita com Seu povo, embora não correspondida. Mesmo diante da infidelidade de Israel, Deus nunca desistiu de amá-lo, como o livro do profeta Oseias demonstra de modo apaixonado. Esse amor é totalmente imerecido, e isso permeia todos os termos hebraicos e gregos traduzidos em português como misericórdia. Um deles, rãham, tem raiz na palavra ventre, apontando para os sentimentos de ternura maternal, o amor que reflete a ligação inquebrantável da mãe com o filho. Pensando nisso, o Senhor afirmou: Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti (Is 49.15).
Missionário, o senhor já ouviu falar de Dispensação do Reino Milenar? O que vem a ser isso?
K. I. O., via internet
R.: Os estudiosos da Bíblia, muitas vezes, criam um vocabulário próprio – jargão – para facilitar a comunicação entre eles. Praticamente, todos os profissionais fazem isso: médicos, engenheiros, advogados, entre outros. Entre os teólogos, muitos dividem a história narrada nas Escrituras em épocas distintas, chamadas de dispensações. Segundo essa corrente, a expressão Dispensação do Reino Milenar é equivalente a Milênio ou Milenarismo. Trata-se do período do reinado de Jesus na Terra logo após a Sua segunda vinda, conforme descrito nos capítulos 19 e 20 de Apocalipse. Cristo Se assentará no trono de Davi, em Israel, e governará as nações. Esse é o reino acerca do qual os discípulos indagaram momentos antes da ascensão do Salvador (At 1.6). Durante mil anos, o mundo experimentará o governo do Rei dos reis e Senhor dos senhores, com paz e justiça absolutas, de uma forma jamais vista ou vivida antes. O diabo estará aprisionado no abismo, de sorte que as pessoas poderão pensar e agir sem a sua nefasta influência. Porém, isso não impedirá que, uma vez solto ao final do Milênio, muitas pessoas se revoltem contra o Rei e tentem tirá-lo, a fim de entronizar Satanás. Esse será o momento do fim do mundo, quando o poder absoluto e supremo do Senhor consumirá os Seus inimigos, tanto humanos como infernais, assim como o mundo onde vivemos (2 Pe 3.7-10). Portanto, a Dispensação do Reino Milenar é esse período de mil anos do governo terrestre de Jesus com os salvos, o qual começará na Sua volta e terminará no Juízo Final. No entanto, como exorta o apóstolo Pedro na passagem citada, sabendo de tudo isso, qual atitude nos cabe tomar agora? (v. 11-13).

Nesses tempos de violentos conflitos no Oriente Médio, fiquei curioso para saber o que as pessoas chamam de Nova Israel. O que é?
T. X., sem identificação da cidade
R.: O termo conhecido, extraído da Bíblia Sagrada, é nova Jerusalém, que se refere ao Estado Eterno, no qual os salvos viverão após a segunda vinda de Cristo e o consequente Juízo Final. Os dois últimos capítulos das Escrituras falam pormenorizadamente dos novos céus e da nova Terra, com foco especial na nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido (Ap 21.2). Os versículos seguintes mostram como será desfrutar da plena, absoluta e eterna companhia dos remidos com Deus. Nada em nossa vida presente chega aos pés do que será usufruir a salvação após os eventos do fim (1 Co 2.9). No entanto, vale enfatizar que tal destino glorioso se define aqui e agora, por meio do novo nascimento individual (Jo 3). Esse ato se traduz em arrependimento dos pecados e entrega da direção da vida a Jesus, assumindo que Ele pagou pelos seus pecados e sofreu o castigo em seu lugar (Is 53.4-6). A partir de então, a pessoa passa a viver segundo os ensinamentos da Palavra de Deus, ou, em outras palavras, seguindo Jesus, como gostamos de cantar. Na Bíblia, esse indivíduo é chamado de filho de Deus e cidadão da nova Jerusalém (Jo 1.12; Ap 21.3-7).
Frequentemente, ouço a expressão tradição apostólica, mas não sei o que significa. Poderia me explicar?
A. V. C., via internet
R.: Trata-se de um conceito humano, sem respaldo nas Escrituras. Tem a ver com fonte de autoridade para o estabelecimento daquilo que é ensinado como verdade divina. A reta doutrina é estabelecida tão somente pela Palavra inerrante de Deus, a Bíblia, a qual, disse o próprio Jesus, é a Verdade (Jo 17.17; 2 Tm 3.16,17; 2 Pe 1.20). Porém, nem todos os grupos que se dizem cristãos se limitam à Palavra do Senhor, pois creem em coisas estranhas à Bíblia e adotam práticas condenadas por ela. Para explicar tais contradições, essas pessoas invocam a tradição apostólica: o conjunto de ensinamentos e práticas dos considerados sucessores dos apóstolos. Veja, não se trata do que os apóstolos ministraram, pois isso está registrado no Livro Santo, e sim aquilo que seus supostos sucessores teriam transmitido sem respaldo bíblico. De modo geral, para justificar os graves desvios adotados por religiosos ao longo dos séculos, foram colocadas em pé de igualdade a experiência humana e a revelação divina. No entanto, é preciso lembrar que isso só foi possível, porque tais grupos, embora se denominassem cristãos, impediram e até proibiram que as pessoas tivessem livre acesso à Bíblia Sagrada, única fonte da Verdade. Hoje, graças à coragem dos genuínos cristãos, a Palavra de Deus está ao alcance de todos, com exceção dos países que ainda combatem o Evangelho. Daí a necessidade crucial de aproveitar ao máximo a liberdade que temos em nosso país para estudar as Escrituras e, assim, evitarmos que sejamos enganados ou mesmo destruídos (Os 4.6; Mc 13.5,6; 2 Ts 2.1-12). Além disso, é imperativo promover a evangelização dos povos ainda não alcançados, levando-lhes a Palavra que liberta e dá vida em abundância, a fim de resgatá-los da ignorância (Jo 10.10).
Se a pessoa sai de uma igreja por causa de política, ela está condenada ao fogo eterno?
U. T. R., sem identificação da cidade
R.: Quem determinará a sentença aos condenados à perdição eterna é o reto Juiz, o Senhor, cujos olhos de fogo esquadrinham os mais escondidos recantos do coração humano (2 Co 5.10; Hb 4.13; Ap 1.18; 20.11-15). A Bíblia traz, além da mensagem geral do Evangelho, resumos explícitos daqueles que serão tacitamente condenados (1 Co 6.9,10; Gl 5.18-21; Ap 21.8; 22.15). Portanto, cabe a cada um de nós averiguar, por meio da sondagem do Espírito Santo, qual é a nossa real condição diante da Verdade e nos corrigir, a fim de praticá-la efetivamente (Sl 139.23,24). Em outras palavras, ninguém pode, em Nome de Deus, condenar quem quer que seja ao Inferno, pois nenhum de nós é juiz. Mesmo aqueles que se enquadram nas listas bíblicas precisam ser exortados em amor, para que se arrependam e abandonem o pecado, exercendo a fé salvadora no Filho de Deus, o qual Se entregou em favor de todos (Rm 6.20-23; 8.1).


