
Obreira da Igreja da Graça vivencia mudança profissional com fé, disciplina espiritual e confiança em Deus
18/05/2026
MINISTÉRIO SADIO
18/05/2026Potencial contraceptivo
Um estudo recente apresentou o Carispermex, um produto à base de resíduos naturais com potencial contraceptivo masculino. Desenvolvido por estudantes da Universidad Privada Franz Tamayo (UNIFRANZ), na Bolívia, o projeto (foto) propõe uma alternativa natural, passível de reversão e de fácil utilização. A fórmula usa sementes de mamão (Carica papaya L.), ricas em compostos bioativos, como carpaína, fenóis e isotiocianatos, que podem reduzir de maneira reversível a concentração e a motilidade (movimentos espontâneos e ativos) dos espermatozoides, conforme indicam estudos pré-clínicos. A escolha do mamão ocorreu após análise de diversas plantas, priorizando substâncias que não interferissem na libido. O produto é apresentado em grânulos efervescentes, que se dissolvem em água, e com sabor semelhante ao café, para maior aceitação dos homens. A iniciativa visa reduzir a sobrecarga de mulheres, únicas a lidar com efeitos colaterais de métodos hormonais. (Patrícia Scott com informações de Correio Braziliense)
Totalmente nacional

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciou a produção totalmente nacional do tacrolimo, medicamento essencial para evitar rejeição em transplantes. O primeiro lote – com mais de 1 milhão de unidades nas dosagens de 1 mg e 5 mg – foi fabricado no Instituto de Tecnologia em Fármacos Farmanguinhos, em Jacarepaguá, zona sudoeste do Rio de Janeiro (RJ). Antes de chegar aos pacientes, o medicamento passará por ensaios de rotina e, em seguida, será feito um novo registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Até então, o país dependia de insumos importados para fabricação do remédio, mas, agora, domina todas as etapas, incluindo o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima responsável pela eficácia terapêutica de um medicamento ou de uma vacina. Com a produção nacional, a expectativa da Fiocruz é garantir maior regularidade no abastecimento do tacrolimo. Farmanguinhos tem capacidade para produzir até 130 milhões de exemplares por ano, o que pode ajudar a manter o fornecimento contínuo no Sistema Único de Saúde (SUS). (Patrícia Scott com informações de Fiocruz)
Doenças desafiadoras

Cinco minutos com o
Dr. Armando Fonseca
Por Patrícia Scott
As doenças raras são aquelas que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). A maioria não tem cura, é progressiva e degenerativa, mas, em alguns casos, as enfermidades podem ser controladas ou tratadas. No país, elas atingem mais de 13 milhões de brasileiros, conforme dados do Ministério da Saúde, e são consideradas um problema de saúde pública crescente. No mundo, são 300 milhões de pacientes. O patologista clínico e pediatra Armando Fonseca, coordenador médico de doenças metabólicas hereditárias do grupo Fleury, falou à Graça/Show da Fé sobre os desafios, a importância da triagem precoce e os avanços no cuidado dessas doenças.
O que são doenças raras?
Aquelas com baixa prevalência na população. São aproximadamente 80% de causa genética e 20% relacionadas a infecções, alergias ou até tipos raros de câncer.
Quantas doenças raras existem atualmente?
Estima-se que há entre sete e oito mil tipos diferentes no mundo. Elas variam conforme fatores genéticos e etnia das populações, influenciando a prevalência de determinadas doenças em cada país.
Por que o diagnóstico é desafiador?
Devido aos sintomas semelhantes aos de enfermidades comuns, principalmente no início. Além disso, nem todos os serviços de saúde e laboratórios estão preparados para diagnosticar tais doenças, o que exige encaminhamento a centros especializados.
Quais são os sinais de alerta?
Quando a doença não segue o curso esperado, não responde aos tratamentos convencionais ou apresenta evolução incomum.
Em que fase da vida elas costumam surgir?
Aproximadamente 75% se manifestam na infância, mas podem aparecer em qualquer idade.
Há tratamento para as doenças raras?
Para a maioria, não, mas há esforços globais para desenvolver terapias que melhorem a qualidade de vida dos pacientes.
Quanto tempo demora o diagnóstico?
Em muitos casos, pode levar de cinco a oito anos desde o surgimento dos primeiros sintomas.
Por que a conscientização é importante?
Ajuda a identificar sinais precoces, agiliza o diagnóstico, orienta pacientes e familiares, reduz impactos e sofrimentos, além de alertar para possíveis repetições de casos na família.



