
O papel essencial do devocional para a prática da fé
11/03/2026
Foto: pressmaster / Adobe Stock
Por Viviane Castanheira, especial para edição digital de Graça/Show da Fé
O peso das dívidas continua sendo uma realidade para muitas famílias brasileiras. É o que mostram os dados da Pesquisa de Endividamento 1)e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada recentemente pela Confederação Nacional do Comércio (CNC): o percentual de famílias endividadas chegou a 79,5% em janeiro de 2026.
Diante desse quadro, cresce o debate sobre a importância do aprendizado de educação financeira, inclusive dentro das igrejas. Para o Prof. Julio Santos, educador financeiro, consultor e palestrante, esse quadro está diretamente ligado à falta de conhecimento sobre a administração do dinheiro. “O fundamento número um da educação financeira é gastar menos do que se ganha. Parece simples, mas o problema não é saber, é aplicar. Muitas pessoas deixam as emoções e os impulsos dominarem suas decisões financeiras”, alerta ele.

Foto: Arquivo pessoal
Segundo Santos, outro erro comum é gastar antes mesmo de receber, principalmente por meio do uso excessivo do crédito. “Cartões, cheque especial e crediários faz a pessoa gastar antes de receber. Quando isso acontece sem planejamento, o endividamento é quase inevitável”, observa o especialista, destacando ser fundamental criar reservas. “O dinheiro é para ser usado, mas também é necessário poupar um pouco para enfrentar imprevistos e evitar novas dívidas.”
Autor do livro Princípios bíblicos da educação financeira, Julio Santos lembra que a realidade do endividamento também atinge famílias dentro da igreja. “O cristão é um cidadão como qualquer outro. O fato de alguém ser cristão e até dizimista não impede que passe por dificuldades financeiras. Por isso, as igrejas poderiam ensinar educação financeira em seus ambientes”, aconselha.

Foto: Arquivo pessoal
A visão de Santos é compartilhada pelo Pr. Denys Deivison Dantas, da Igreja Internacional da Graça de Deus Tibiri, em Santa Rita (PB). “A boa mordomia financeira começa quando entendemos que tudo o que temos vem de Deus. A partir dessa consciência, o cristão é chamado a administrar aquilo que recebeu com sabedoria, planejamento e responsabilidade”, afirma Deivison, que fala com conhecimento de causa: além de ministro do Evangelho, é contador, administrador de empresas e diretor do Conselho Regional de Administração da Paraíba (CRA-PB).
De acordo com Dantas, a Palavra orienta os crentes sobre o equilíbrio das finanças. “A Bíblia nos ensina a evitar dívidas, a sermos fiéis nos dízimos, generosos com o próximo, e a nunca colocar o dinheiro acima de Deus. Quando a pessoa aprende esses princípios e passa a aplicá-los no dia a dia, consegue viver com mais equilíbrio e gratidão”, conclui.


